A construção da ponte internacional da Rota Bioceânica alcançou os momentos mais importantes desde o início das obras na quarta-feira (15). Após quatro anos de trabalhos, as estruturas erguidas a partir do Brasil e do Paraguai finalmente se encontraram, unindo Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, a Carmelo Peralta, no Paraguai.
O encontro das duas partes da estrutura, conhecido na engenharia como "beijo das aduelas", representa um marco para o corredor bioceânico, considerado um dos maiores projetos de integração logística da América do Sul. Apesar do avanço, a travessia ainda não será liberada para veículos, já que a obra segue para as etapas de concretagem, pavimentação e acabamento do trecho central.
Financiada pela Itaipu Binacional com investimento de aproximadamente US$ 103 milhões, a ponte possui 1.294 metros de extensão e está sendo construída por um consórcio formado por empresas brasileiras e paraguaias. A expectativa é de que a inauguração ocorra em outubro de 2026.
Divulgação/MOPC PY
Ligação entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta marca avanço do corredor logístico que promete reduzir custos de exportação e ampliar a integração comercial entre países da América do Sul
"O encontro das estruturas simboliza uma nova etapa para a integração regional e aproxima ainda mais os países envolvidos no projeto", destacam os responsáveis pela obra. A conclusão da ponte é considerada essencial para transformar a Rota Bioceânica em uma alternativa mais rápida para o transporte de cargas destinadas ao mercado asiático.
Mais do que uma nova ligação internacional, a ponte deverá impulsionar a economia de Mato Grosso do Sul. Porto Murtinho tende a se consolidar como um importante polo logístico, atraindo investimentos em armazenagem, transporte, comércio exterior e prestação de serviços, além de gerar novas oportunidades de emprego na região.
Quando estiver totalmente operacional, a Rota Bioceânica conectará o Brasil aos portos chilenos de Antofagasta e Iquique, passando pelo Paraguai e pela Argentina. O corredor permitirá uma redução significativa no tempo e nos custos de transporte para produtos como soja, milho, carne, celulose e minério destinados aos mercados da Ásia.
Divulgação/MOPC PY
Ligação entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta marca avanço do corredor logístico que promete reduzir custos de exportação e ampliar a integração comercial entre países da América do Sul
Especialistas apontam que o novo corredor logístico poderá reduzir a dependência dos portos brasileiros localizados no Oceano Atlântico, diversificando as rotas de exportação e tornando o comércio internacional mais competitivo. Além disso, a iniciativa fortalece a integração econômica entre os quatro países participantes.
• Saiba mais sobre a Rota Bioceânica
Mesmo com a conclusão da ponte prevista para este ano, a operação completa da Rota Bioceânica ainda depende da finalização de outras obras rodoviárias, da modernização das estruturas alfandegárias e da implantação de sistemas integrados de fiscalização nas fronteiras.
Somente após essas etapas o corredor poderá operar em sua capacidade plena, consolidando-se como um dos principais eixos logísticos da América do Sul e abrindo uma nova perspectiva para o desenvolvimento econômico da região Centro-Oeste.
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