Campo Grande continua a se destacar como um modelo de estabilidade econômica, mantendo pelo segundo trimestre consecutivo a menor taxa de desocupação entre as capitais do país, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No período entre abril e junho deste ano, a taxa de desocupação na cidade atingiu o índice de 3,0%, o mais baixo desde o início da divulgação da Pesquisa por Amostra de Domicílios Trimestral (PNAD-T) pelo IBGE.
Esse cenário positivo é ainda mais notável quando comparado a outras regiões do Brasil e até mesmo a países desenvolvidos. Os números da capital sul-mato-grossense superam os de nações como Estados Unidos (3,5%), Canadá (5,5%) e Alemanha (5,6%), reforçando a sólida posição de Campo Grande no contexto global.
A queda de 0,4 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre de 2023 reflete uma melhoria contínua no mercado de trabalho local. Essa tendência favorável também se estende à média estadual, que alcançou 4,1% de desocupação, conforme dados fornecidos pelo IBGE.
A pesquisa revela que, dos 749 mil habitantes em idade ativa na cidade, aproximadamente 505 mil estão integrados à força de trabalho, que abrange pessoas trabalhando ou buscando oportunidades de emprego. O número de desocupados, aqueles que estão procurando ativamente por trabalho, chegou a 15 mil no segundo trimestre, uma redução de 2 mil em relação ao trimestre anterior. Além disso, cerca de 47 mil pessoas estão subocupadas, ou seja, trabalhando com carga horária insuficiente.
A subutilização da força de trabalho, que engloba desempregados e subocupados, também apresentou quedas significativas. A taxa de subutilização, considerando a força de trabalho ampliada, está abaixo dos níveis pré-pandemia, sinalizando uma recuperação consistente.
De acordo com José Eduardo Corrêa dos Santos, economista e Superintendente de Indústria, Comércio, Serviços e Comércio Exterior da Secretaria Municipal de Inovação, Desenvolvimento Econômico e Agronegócio (Sidagro), a taxa de desocupação de 3,0% aponta para uma situação de pleno emprego na cidade.
Adelaido Vila, secretário municipal da Sidagro, enfatiza que essa realidade é um reflexo do crescimento econômico na cidade no pós-pandemia. Desde julho de 2020, mais de 36 mil empregos formais foram gerados, incluindo 5.104 novas vagas somente no primeiro semestre de 2023. Setores como serviços, construção civil e indústria lideram a criação de oportunidades. Além disso, mais de 21 mil novas empresas, em sua maioria micro e pequenos empreendimentos, foram estabelecidas na capital, evidenciando o empreendedorismo impulsionado pelas circunstâncias desafiadoras da pandemia.
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