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Economia Sábado, 26 de Setembro de 2026, 08:44 - A | A

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Questionamento

Consórcio questiona gasto de R$ 830 mil com auditoria durante intervenção

Empresas contestam uso de recursos da concessão para pagar serviço contratado durante intervenção e pedem acesso à documentação

Viviane Freitas
Capital News

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Empresas contestam uso de recursos da concessão para pagar serviço contratado durante intervenção e pedem acesso à documentação

Empresas contestam uso de recursos da concessão para pagar serviço contratado durante intervenção e pedem acesso à documentação

O Consórcio Guaicurus questionou a contratação de uma auditoria no valor de R$ 830 mil durante a intervenção no transporte coletivo de Campo Grande. A manifestação foi encaminhada à Comissão Processante da Intervenção e contesta principalmente a previsão de que o serviço, contratado junto à Alvarez & Marsal, seja pago com recursos da própria concessão.

Segundo o consórcio, o pagamento pode comprometer ainda mais a capacidade financeira do sistema. Na petição, as empresas afirmam que os R$ 830 mil representam aproximadamente 20% de uma folha mensal de pagamento da operação, cerca de 15% do custo mensal com combustível ou valor equivalente às parcelas de financiamento de novos ônibus adquiridos por meio do Finame.

O Consórcio Guaicurus sustenta ainda que a contratação contrariaria a Lei Municipal nº 4.584/2007. De acordo com a argumentação apresentada pelas empresas, a legislação determina a utilização dos recursos administrados durante a intervenção em despesas relacionadas à continuidade e à operação do serviço. O consórcio também argumenta que a análise das contas estaria entre as atribuições dos próprios interventores.

• Saiba mais sobre: Intervenção no Consórcio Guaicurus

Outro ponto levantado é que, na avaliação do consórcio, a auditoria atenderia a uma necessidade da administração municipal e, por isso, deveria ser custeada pelo orçamento público, observando as regras previstas na legislação de licitações. As empresas solicitaram acesso ao contrato firmado com a Alvarez & Marsal, aos escopos do trabalho, às eventuais propostas concorrentes e aos estudos utilizados para justificar a contratação.

Em nota, o Consórcio Guaicurus afirmou considerar necessário esclarecer a utilização dos recursos do sistema durante a intervenção e defendeu que despesas essenciais da operação sejam priorizadas. A Comissão Interventora responsável atualmente pela administração do consórcio foi procurada para se manifestar sobre os questionamentos apresentados. O espaço permanece aberto para posicionamento.

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