A tendência de queda nos preços segue firme no mercado suinícola nacional e já dura cerca de três semanas, conforme levantamento do Cepea (Centro de Pesquisas). Conforme os dados, as desvalorizações no mercado independente (spot) acumulam cerca de 20% em apenas um mês.
Com esse movimento, pesquisadores do Cepea explicam que muitos produtores têm negociado o suíno vivo a valores muito próximos — ou até abaixo — daqueles praticados na produção integrada. O cenário chama atenção porque, historicamente, as cotações do mercado independente costumam operar acima das da produção integrada, justamente em função dos custos mais elevados assumidos pelo produtor.
Apesar da pressão no mercado interno, a carne suína brasileira segue em posição de destaque no comércio internacional. Dados da UN Comtrade, da Organização das Nações Unidas (ONU), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil foi o país mais competitivo no mercado global em 2025, quando considerado o valor em dólar por quilo exportado.
Atualmente o terceiro maior exportador mundial, o Brasil registrou valor médio de US$ 2,57 por quilo de carne suína exportada. No mesmo período, os Estados Unidos e a União Europeia — primeiro e segundo maiores exportadores globais — apresentaram ambos média de US$ 3,18 por quilo, reforçando a vantagem competitiva da proteína brasileira no cenário internacional.
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