As cotações do tomate longa vida 3A apresentaram comportamentos distintos nos principais mercados atacadistas do país na última semana. Enquanto os preços avançaram em São Paulo e no Rio de Janeiro, houve recuo em Belo Horizonte e Campinas, conforme levantamento do Hortifrúti do Cepea.
Segundo pesquisadores do centro de estudos, a alta registrada nas praças paulistas e fluminenses está relacionada à proximidade do encerramento da primeira etapa da safra de inverno nas regiões produtoras de Sumaré (SP) e Paty do Alferes (RJ).
Nesse período, a comercialização é concentrada nos chamados frutos ponteiros, característicos do fim da colheita, que apresentam qualidade e calibre inferiores, reduzindo a oferta e sustentando a elevação dos preços.
Em contrapartida, as cotações caíram em Belo Horizonte e Campinas devido ao aumento da oferta de tomates provenientes de Carmópolis e Pará de Minas, em Minas Gerais. O mercado também recebeu maior volume de tomate rasteiro produzido na região de Cristalina, em Goiás, fator que contribuiu para pressionar os preços nas duas centrais de abastecimento.
De acordo com o Hortifrúti do Cepea, a diferença no comportamento das cotações reflete o estágio das safras nas principais regiões produtoras e o volume disponível para abastecimento dos mercados consumidores.
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