A colheita do milho segunda safra 2025/2026 atingiu apenas 0,2% da área cultivada em Mato Grosso do Sul até a terceira semana de junho. O índice é 4,1 pontos percentuais menor que o registrado no mesmo período da safra anterior, segundo dados da Aprosoja/MS.
O atraso é provocado pelas chuvas frequentes nas principais regiões produtoras, que dificultam a entrada das máquinas nas lavouras. Apesar disso, a Aprosoja destaca que o pico da colheita do milho normalmente ocorre entre o fim de julho e o início de setembro.
De acordo com o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, o milho possui uma janela de colheita mais ampla que a soja, mas as condições climáticas deste ano exigem atenção dos produtores para aproveitar os períodos de tempo firme.
O levantamento mostra que as melhores condições das lavouras estão nas regiões nordeste, norte e oeste do Estado, onde entre 79% e 92% das áreas são classificadas como boas. Já nas regiões sudoeste, sudeste, sul, sul-fronteira e centro, as áreas em condições ruins chegam a 24%.
A previsão do tempo entre os dias 22 de junho e 8 de julho indica acumulados de chuva entre 10 e 50 milímetros nas regiões centro-sul, sudeste e nordeste de Mato Grosso do Sul, cenário que pode manter o ritmo lento da colheita nas próximas semanas.
Além do acompanhamento das lavouras, o boletim aponta que a saca da soja é comercializada, em média, por R$ 112,43, enquanto a saca do milho está cotada a R$ 47,92 no mercado sul-mato-grossense.
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