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Agronegócio Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2026, 09:25 - A | A

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Cotação

Acordo UE-Mercosul avança e pode ampliar mercado para suinocultura brasileira

Cepea avalia que impacto direto nas exportações deve ser limitado, mas pacto fortalece estratégia de diversificação de destinos

Elaine Oliveira
Capital News

Após mais de 25 anos de negociação, o acordo de livre comércio entre a União Europeia (UE) e o Mercosul está próximo de ser oficializado e representa um avanço para a suinocultura brasileira. A avaliação é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), que destaca, porém, que o impacto direto sobre os embarques nacionais tende a ser limitado.

Segundo o Cepea, a principal razão é o tamanho da cota prevista para o bloco europeu, considerada pequena em relação ao volume total exportado pelo Brasil. Caso o acordo seja aprovado, ficará estabelecida uma cota inédita de 25 mil toneladas por ano de carne suína, in natura ou industrializada, com tarifa reduzida de € 83 por tonelada.

Acima desse volume, continuam valendo as tarifas padrão do regime europeu, que podem atingir níveis elevados e inviabilizar a exportação de produtos como presuntos e cortes defumados ou secos.

De modo geral, os pesquisadores do Cepea avaliam que a União Europeia não deve se tornar, no curto prazo, um grande destino da carne suína brasileira. Ainda assim, o acordo é visto como positivo por reforçar a estratégia nacional de ampliar a capilaridade das exportações e diversificar mercados compradores.

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