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Cotidiano Quinta-feira, 04 de Dezembro de 2008, 09:35 - A | A

Quinta-feira, 04 de Dezembro de 2008, 09h:35 - A | A

Sindicalistas de MS participam de marcha em Brasília

Redação Capital News (www.capitalnews.com.br)

Mais de 300 sindicalistas de Mato Grosso do Sul marcharam sobre Brasília junto com mais de 35 mil manifestantes contra a crise financeira, pela manutenção dos empregos dos trabalhadores e a renda das famílias. A 5ª Marcha da Classe Trabalhadora "Pelo Desenvolvimento e Valorização do Trabalho" sob a coordenação das centrais sindicais apresentou à sociedade propostas de combate à crise financeira internacional, que começa a contaminar a economia nacional.

Depois de caminhar do Estádio Mané Garrincha até a Esplanada dos Ministérios, que perfaz cerca de 9Km, o evento culminou com o ato político, no final da manhã de ontem, em frente ao Congresso Nacional, cuja agenda das lideranças continuou pelo resto da tarde e continua hoje, com reuniões com ministros.

A marcha foi um evento multicolorido e vibrante, em que as entidades sindicais - centrais, confederações, federações e sindicatos - foram a Brasília levar propostas ao Governo com objetivos muito claros.

O eixo da agenda do movimento tem como principal reivindicação a manutenção do emprego como alternativa para enfrentar a crise financeira internacional. Para os dirigentes das centrais e parlamentares, a principal arma para combater os efeitos da crise econômica é a preservação do emprego, que vai garantir o consumo e o desenvolvimento do País.

A caravana de Mato Grosso do Sul foi formada por dois ônibus fretados pela Força Sindical de Mato Grosso do Sul; dois do Fórum Sindical dos Trabalhadores de Mato Grosso do Sul – FST/MS; um pela Central Geral dos Trabalhadores do Brasil – CGTB e um pela Centra Única dos Trabalhadores – CUT.

O presidente da Força Sindical em MS, Idelmar da Mota Lima, o coordenador geral do FST/MS, José Lucas da Silva e o presidente da CGTB/MS, Samuel da Silva Freitas, lideraram suas respectivas equipes nessa maratona na Capital Federal. Na quinta-feira eles acompanham projetos de interesse dos trabalhadores em tramitação no Congresso Nacional.

Durante a caminhada hoje, segundo José Lucas, os trabalhadores portaram muitos cartazes e faixas, defenderam a redução da jornada de trabalho, que sofreu um revés na votação prevista para esta quarta-feira (3), na Comissão de Trabalho da Câmara; e a ratificação da Convenção 151, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), aprovada na votação desta quarta na mesma comissão. A Convenção 151 trata das relações de trabalho no serviço público.

Ao chegar ao gramado do Congresso Nacional, depois da marcha que durou cerca de oito horas, cuja concentração começou às 5 horas da manhã, os presidentes das centrais sindicais - CGTB, CTB, Força Sindical, Nova Central, CUT e UGT - falaram aos manifestantes e reforçaram as reivindicações dos trabalhadores pela redução da jornada de trabalho, o fim do fator previdenciário e a ratificação das convenções 151 e 158 da OIT. (Assessoria)

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