A Santa Casa de Campo Grande deve passar a priorizar pacientes de alta complexidade, como casos cardiológicos, neurológicos e de queimaduras. Segundo o novo gestor do hospital, Luiz Alberto Kanamura, a medida foi discutida com o Ministério Público, Estado e Município como parte da reorganização do atendimento da instituição.
Kanamura assumiu a gestão em 23 de setembro, após decisão judicial, e desde então participa de reuniões com órgãos públicos para definir mudanças no funcionamento do hospital. A proposta é que casos de menor complexidade sejam direcionados para outras unidades da rede de saúde. A Sesau, porém, informou que a versão apresentada pelo gestor sobre esse acordo não procede.
A mudança ocorre em meio à crise financeira da Santa Casa. Em 2024, o hospital informou ter gasto cerca de R$ 10,6 milhões acima dos limites previstos para atendimentos de média e alta complexidade. O novo gestor também deverá reduzir em 20% os gastos com a folha de funcionários contratados pelo regime CLT.
Além disso, a Justiça determinou que a nova administração apresente mensalmente informações sobre receitas, despesas, contratos e medidas adotadas no hospital. Uma auditoria externa também deverá analisar as contas da instituição, que possui déficit acumulado superior a R$ 544 milhões, segundo balanços divulgados pela própria Santa Casa.
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