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Saúde e Bem Estar Sábado, 21 de Março de 2026, 09:55 - A | A

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Avanço

Plantas medicinais ganham reforço com criação de comitê técnico em Mato Grosso do Sul

Medida busca ampliar uso seguro de fitoterápicos no SUS e fortalecer políticas públicas de saúde

Elaine Oliveira
Capital News

Divulgação/Ministério da Saúde

Plantas medicinais ganham reforço com criação de comitê técnico em Mato Grosso do Sul

Plantas medicinais ganham reforço com criação de comitê técnico em Mato Grosso do Sul

Plantas medicinais e fitoterápicos devem ganhar mais espaço em Mato Grosso do Sul com a criação de um comitê técnico estadual voltado à área. A iniciativa foi oficializada e tem como objetivo fortalecer a implantação de práticas integrativas e complementares no Sistema Único de Saúde.

A medida segue diretrizes nacionais que, desde 2006, incentivam a inclusão de terapias como fitoterapia, acupuntura, meditação e yoga na rede pública. A proposta também busca valorizar saberes tradicionais, incentivar a pesquisa científica e promover o uso sustentável da biodiversidade, além de fortalecer a participação da agricultura familiar na cadeia produtiva.

As plantas medicinais referem-se ao uso direto de espécies vegetais, como em chás e infusões. Já os fitoterápicos são medicamentos produzidos a partir dessas plantas, com controle de qualidade e padronização, garantindo maior segurança no uso pela população.

O novo comitê atuará como instância de apoio técnico, com atribuições que incluem a elaboração e o monitoramento de políticas públicas, a proposição de ações de promoção e prevenção em saúde, além do incentivo à integração entre órgãos do sistema público e instituições parceiras. O grupo também deverá contribuir para a produção de conhecimento científico e participar de iniciativas intersetoriais.

Outra frente de atuação será o estímulo ao desenvolvimento da cadeia produtiva das plantas medicinais, com foco no uso sustentável dos recursos naturais e no fortalecimento da economia local. As ações priorizam a prevenção de doenças, a promoção da saúde e o cuidado integral, especialmente na atenção primária.

O colegiado será composto por 14 integrantes, entre representantes da Secretaria de Saúde, instituições de ensino e pesquisa, além de membros da sociedade civil. A coordenação ficará sob responsabilidade da área de atenção primária, e a participação dos membros será considerada serviço público relevante, sem remuneração.

Entre os fitoterápicos já previstos na política nacional estão espécies como alcachofra, aroeira, babosa, espinheira-santa, guaco, hortelã, salgueiro e unha-de-gato. Para que esses medicamentos sejam ofertados na rede pública com financiamento federal, é necessário passar por avaliação de eficácia, segurança e custo-benefício, garantindo a qualidade dos tratamentos disponibilizados à população.

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