Plantas medicinais e fitoterápicos devem ganhar mais espaço em Mato Grosso do Sul com a criação de um comitê técnico estadual voltado à área. A iniciativa foi oficializada e tem como objetivo fortalecer a implantação de práticas integrativas e complementares no Sistema Único de Saúde.
A medida segue diretrizes nacionais que, desde 2006, incentivam a inclusão de terapias como fitoterapia, acupuntura, meditação e yoga na rede pública. A proposta também busca valorizar saberes tradicionais, incentivar a pesquisa científica e promover o uso sustentável da biodiversidade, além de fortalecer a participação da agricultura familiar na cadeia produtiva.
As plantas medicinais referem-se ao uso direto de espécies vegetais, como em chás e infusões. Já os fitoterápicos são medicamentos produzidos a partir dessas plantas, com controle de qualidade e padronização, garantindo maior segurança no uso pela população.
O novo comitê atuará como instância de apoio técnico, com atribuições que incluem a elaboração e o monitoramento de políticas públicas, a proposição de ações de promoção e prevenção em saúde, além do incentivo à integração entre órgãos do sistema público e instituições parceiras. O grupo também deverá contribuir para a produção de conhecimento científico e participar de iniciativas intersetoriais.
Outra frente de atuação será o estímulo ao desenvolvimento da cadeia produtiva das plantas medicinais, com foco no uso sustentável dos recursos naturais e no fortalecimento da economia local. As ações priorizam a prevenção de doenças, a promoção da saúde e o cuidado integral, especialmente na atenção primária.
O colegiado será composto por 14 integrantes, entre representantes da Secretaria de Saúde, instituições de ensino e pesquisa, além de membros da sociedade civil. A coordenação ficará sob responsabilidade da área de atenção primária, e a participação dos membros será considerada serviço público relevante, sem remuneração.
Entre os fitoterápicos já previstos na política nacional estão espécies como alcachofra, aroeira, babosa, espinheira-santa, guaco, hortelã, salgueiro e unha-de-gato. Para que esses medicamentos sejam ofertados na rede pública com financiamento federal, é necessário passar por avaliação de eficácia, segurança e custo-benefício, garantindo a qualidade dos tratamentos disponibilizados à população.
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