A Prefeitura de Dourados confirmou, nesta sexta-feira (19), a morte de uma indígena de 19 anos em decorrência de complicações causadas pela chikungunya. A jovem apresentou os primeiros sintomas da doença no dia 14 de março e morreu em 29 de maio, mas o óbito foi confirmado oficialmente apenas nesta sexta.
Com a confirmação, Dourados chega a 15 mortes por complicações da chikungunya. Desse total, 11 vítimas eram indígenas moradores das aldeias Bororó e Jaguapiru.
O município ainda investiga outros três óbitos suspeitos relacionados à doença. Entre eles estão uma mulher de 74 anos, com doença renal crônica e hipertensão arterial, internada em 15 de março e que morreu em 18 de maio; um homem de 71 anos, com diabetes, internado em 20 de março e que morreu em 19 de maio; e um homem de 43 anos, sem comorbidades, internado em 13 de maio e que morreu em 26 de maio. Segundo o Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública, os três eram moradores da área urbana de Dourados.
O Informe Epidemiológico divulgado nesta sexta-feira (19) aponta 9.772 casos notificados de chikungunya no município, sendo 5.242 casos prováveis, 4.745 confirmados, 4.530 descartados e 497 em investigação.
Na Reserva Indígena, o boletim registra 3.151 casos notificados, 2.343 prováveis, 2.184 confirmados, 808 descartados e 159 em investigação.
Os dados também mostram redução no número de internações por complicações da doença. No período mais crítico da epidemia, o município registrava entre 52 e 58 pacientes hospitalizados. Atualmente, há 20 pessoas internadas: 14 no Hospital Universitário da UFGD, duas no Hospital Regional, duas no Hospital Cassems, uma no Hospital Unimed e uma no Hospital da Vida.
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