Mato Grosso do Sul registrou 34 casos confirmados de meningite e oito mortes pela doença até a semana epidemiológica 17 de 2026, segundo dados do Ministério da Saúde. Os números incluem infecções causadas por vírus, bactérias e fungos.
Os dados foram apresentados durante um evento realizado em Brasília e acendem o alerta para a gravidade da doença na região Centro-Oeste. A taxa de letalidade da doença meningocócica invasiva chegou a 33,3% na região neste ano, acima da média nacional de 16,6%.
A infectologista pediátrica Isabel Lopes destacou que a meningite pode evoluir rapidamente e levar o paciente à morte em poucas horas. “A média de evolução da doença até o óbito é de 19 horas desde o aparecimento dos primeiros sintomas, que são muito semelhantes aos de uma gripe”, afirmou.
Segundo a especialista, os sinais iniciais incluem febre, dor de cabeça e mal-estar, mas o quadro pode se agravar rapidamente. “Os sintomas evoluem de febre baixa para convulsões e até necrose das extremidades, como pés e mãos”, explicou.
Em toda a região Centro-Oeste, foram registrados 57 óbitos por meningite. Mato Grosso do Sul e Mato Grosso contabilizaram 18 mortes cada, enquanto Goiás registrou 21.
A meningite pode ser causada por bactérias, vírus ou fungos e é transmitida principalmente por gotículas respiratórias expelidas durante a fala, tosse ou espirro. Entre os sintomas mais comuns estão febre, dor de cabeça intensa, rigidez no pescoço, vômitos e sensibilidade à luz.
A vacinação continua sendo a principal forma de prevenção. Especialistas também recomendam manter as mãos higienizadas, ambientes ventilados e procurar atendimento médico imediatamente diante de sinais de agravamento da doença.
• • • • •
• Junte-se à comunidade Capital News!
Acompanhe também nas redes sociais e receba as principais notícias do MS onde estiver.
• • • • •
• Participe do jornalismo cidadão do Capital News!
Pelo Reportar News, você pode enviar sugestões, fotos, vídeos e reclamações que ajudem a melhorar nossa cidade e nosso estado.


