Mato Grosso do Sul registrou 28 mortes por chikungunya em 2026, o maior número desde o início da série histórica, em 2015. Os dados constam no boletim epidemiológico da 28ª semana, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES). O Estado também contabiliza 12.803 casos prováveis da doença, dos quais 9.686 foram confirmados. Um óbito ainda está em investigação.
Dourados concentra a maior parte das mortes, com 17 registros. Os demais óbitos ocorreram em Bonito (2), Jardim (2), Ponta Porã (2), Fátima do Sul (1), Douradina (1), Guia Lopes da Laguna (1), Itaporã (1) e Nioaque (1). O boletim também confirma 114 casos da doença em gestantes.
Além de liderar em mortes, Dourados também tem o maior número de casos confirmados de chikungunya, com 5.026 registros. Em seguida aparecem Fátima do Sul, com 643 casos, e Corumbá, com 467. O número de mortes já supera o registrado em 2025, quando 17 pessoas perderam a vida em decorrência da doença.
A Secretaria de Estado de Saúde orienta a população a procurar atendimento médico ao apresentar sintomas da doença. "Em caso de sintomas de dengue ou chikungunya, a pessoa deve procurar uma unidade de saúde e evitar a automedicação." A SES também reforça que é fundamental eliminar recipientes com água parada para impedir a proliferação do mosquito Aedes aegypti.
Em relação à dengue, Mato Grosso do Sul registra 4.718 casos prováveis e 1.815 confirmações em 2026. Até o momento, não há mortes confirmadas pela doença, embora dois óbitos ainda estejam em investigação. Nos últimos 14 dias, municípios como Campo Grande, Três Lagoas, Jardim, Sidrolândia e Chapadão do Sul apresentaram baixa incidência de casos confirmados.
A vacinação contra a dengue continua disponível para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, 11 meses e 29 dias. O Estado recebeu 241.030 doses do imunizante e já aplicou 223.322, sendo 201.349 na população-alvo. O esquema vacinal prevê duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações.
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