Campo Grande registrou uma redução de 49,6% nos casos graves de Vírus Sincicial Respiratório (VSR) que levaram à hospitalização em comparação com o mesmo período de 2025. Os dados são da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) e apontam maior queda entre bebês e crianças menores de um ano.
Até a Semana Epidemiológica 28 deste ano, foram contabilizados 287 casos de VSR em pacientes hospitalizados, enquanto no mesmo período de 2025 foram registrados 572 casos. A redução representa um avanço na proteção do público mais vulnerável às complicações da doença, como bronquiolite e pneumonia.
Segundo a superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, Veruska Lahdo, os resultados refletem o impacto das medidas de prevenção adotadas pelo município. “O resultado reforça o impacto das medidas de imunização voltadas especialmente aos grupos prioritários, refletindo diretamente na proteção dos bebês e das crianças pequenas”, afirmou.
Entre as principais ações está a vacinação contra o VSR para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez. A estratégia permite a transferência de anticorpos da mãe para o bebê ainda durante a gestação, oferecendo proteção nos primeiros meses de vida. Desde o início da campanha, cerca de 6,7 mil doses foram aplicadas na Capital.
Outra medida adotada foi a aplicação do Nirsevimabe, anticorpo monoclonal indicado para prevenir formas graves da doença em prematuros e bebês com maior risco de complicações. Desde fevereiro, aproximadamente 1.050 doses foram administradas em maternidades e unidades de referência.
A Sesau destaca que as ações ajudam a reduzir internações e a pressão sobre a rede hospitalar durante o período de maior circulação dos vírus respiratórios. “São ações que salvam vidas e evitam o agravamento de quadros que poderiam exigir internação”, ressaltou Veruska Lahdo.
A secretaria orienta que gestantes, pais e responsáveis procurem uma unidade de saúde para receber informações sobre vacinação e outras formas de prevenção contra o VSR. A manutenção das estratégias é considerada essencial para proteger os grupos prioritários.
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