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Cotidiano Terça-feira, 17 de Maio de 2016, 12:27 - A | A

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Ressocialização

Reformas de escolas por detentos geram economia de R$ 1,7 milhão para o Estado

Escola na Coophavila 2 foi “transformada” em 3 meses de obras

Wendy Tonhati
Capital News

Deurico/Capital News

Reformas de escolas por detentos geram economia de R$ 1,7 milhão para o Estado

Escola foi reformada em 3 meses por detentos do semiaberto

Foi entregue nesta terça-feira (17), a reforma da Escola Estadual Padre José Escampini, na Coophavila 2, em Campo Grande. Os trabalhos foram totalmente realizados por 14 reeducandos do Centro Penal Agroindustrial da Gameleira, em Campo Grande. Além de colocarem a mão na massa, os detentos do semiaberto também custearam os consertos, uma vez que 10% do salário mínimo que recebem para trabalhar são destinados ao fundo que paga o serviço.

O projeto “Pintando e Revitalizando a Educação com Liberdade foi idealizado pelo Juiz da 2ª Vara de Execução Penal, Albino Coimbra Neto. Segundo o magistrado, somente com a reforma desta escola, o Estado economizou R$ 500 mil. Ao todo, já foram reformadas cinco unidades escolares, totalizando uma economia de R$ 1,7 milhão aos cofres públicos.

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Reformas de escolas por detentos geram economia de R$ 1,7 milhão para o Estado

Juiz Albino Coimbra Neto destacou evolução do sistema semiaberto


Durante a entrega, o magistrado afirmou que a ação age em duas mazelas da sociedade: a educação e o sistema penal. Para Coimbra Neto, ao participar do projeto, o reeducando tem a oportunidade de fazer uma reflexão do papel dele na sociedade. 

Outra questão apontada pelo juiz é a evolução do modelo de gestão da unidade semiaberta de Campo Grande. Segundo ele, o local “já foi modelo de ineficiência, apontada pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do sistema carcerário [2008] e que hoje, serve de modelo para outros Estados brasileiros”.

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Reformas de escolas por detentos geram economia de R$ 1,7 milhão para o Estado

Alunos participaram da entrega de reforma

 

O secretário-adjunto de estado de educação Josimário Teotônio Derbli da Silva destacou que além da reforma, o projeto tem um papel social na ressocialização dos detentos. “Errar é passível do ser humano. Assim, mostramos que é possível reconhecer os erros e tirar algo de proveitoso dele”.

O diretor-presidente da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul) Ailton Stropa Garcia destacou os números de detentos que estão inseridos no mercado de trabalho no Estado. Segundo ele, são 6 mil detentos com uma ocupação, sendo 3 mil em trabalhos remunerados.

Do regime fechado, 25 dos presos trabalham e no semiaberto, o índice sobre para 80%. No total, são 200 empresas conveniadas que recebem mão de obra oriunda do sistema penal. “Eles demonstram que têm novos valores e que querem melhorias para a sociedade”, disse Garcia.

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Reformas de escolas por detentos geram economia de R$ 1,7 milhão para o Estado

Governador destacou que detentos tem remissão de pena

 

O governador Reinaldo Azambuja afirmou que o projeto é de economia para o setor público e que é um exemplo a ser seguido por outros estados.

Segundo Azambuja, por meio das reformas os detentos “estão reparando um erro através de mão de obra, recebendo o salário e com isso, tendo uma diminuição da pena e cobrindo uma lacuna que nem sempre o governo consegue cobrir [a reforma das escolas]”.

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