O impasse da saída de Bonelli da superintendência do órgão federal, mobilizou os trabalhadores ligados ao MST (Movimento dos Sem Terra) e a Fetagri (Federação dos Trabalhadores em Agricultura de Mato Grosso do Sul) favoráveis a permanência dele, que ocupava o cargo a cinco anos. Desde o mês de janeiro, manifestações foram realizadas em todo Estado. Os trabalhadores bloquearam rodovias e chegaram até a invadir a sede do Incra em Jardim e Campo Grande. Em um dos bloqueios realizado na BR-163, no Distrito de Anhanduí, a 50 quilômetros da Capital, houve confronto com a polícia, onde várias pessoas saíram feridas e outras foram presas.
Bonelli filiado ao PT (Partido dos Trabalhadores) era uma indicação do deputado federal Vander Lobet (PT-MS), enquanto que Flodoaldo foi indicado para o cargo pelo senador Valter Pereira (PMDB-MS). Os trabalhadores justificam a negação a Flodoaldo, alegando que ele seria ligado ao MNP (Movimento Nacional dos Produtores) e isso poderia prejudicá-los.
No dia 25 de fevereiro foi publicado no Diário Oficial da União a cedência de Flodoaldo Alencar, da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), onde era professor, para o Incra.
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