Uma das ações do executivo é oferecer maquinário aos índios para que sejam colocadas em prática as atividades de produção e comercialização dos produtos oriundos da terra. Só na Aldeia Imbirussú, vivem 43 famílias totalizando trezentos Terena que devem ser beneficiados pelo projeto. De acordo com o Cacique Jurandir Lemos, os técnicos da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer) fizeram junto com os líderes da aldeia um levantamento das necessidades locais. “Nós priorizamos a construção de um centro comunitário e a aquisição de ferramentas e maquinários para a agricultura.” Ele diz ainda que a iniciativa do governo deve incentivar a produção nas tribos porque amplia o plantio de subsistência e possibilita a geração de renda impedindo o êxodo rural dos índios que buscam melhores condições de vida nas periferias da cidade.
Já o cacique da Aldeia Lagoinha, Rosalino Silva, "Aldeias Produtivas" é o futuro dos índios porque garante a permanência na terra. Segundo ele, a produção local estimula a volta às raízes de quem sempre interagiu com a natureza para conservar as tradições dos povos indígenas.
O projeto prevê a implantação de hortas, recuperação de pomares, fornecimento de insumos para a implantação e melhoria das lavouras de subsistência, assim como ações que possibilitem a agregação de valor a sistemas produtivos já existentes. A execução inclui também a realização de cursos com noções básicas de piscicultura, associativismo, cooperativismo e sistemas agro-florestais. Além disso, estão sendo elaborados programas e políticas públicas que visem a promoção, capacitação e sensibilização dos agricultores familiares.
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