Deurico/arquivo Capital News
Bombeiros e policiais militares vão reduzir atendimento por 12 horas a partir das 8h
A Polícia Militar (PM) e Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul vão reduzir o atendimento por 12 horas nesta terça-feira (24). O protesto seria contra as propostas de reajuste salarial e condições precárias de trabalho.
Viaturas fora das condições de uso previstas em lei não vão circular. Policiais e bombeiros não vão usar coletes vencidos e não atenderão demandas que não afetem a missão constitucional.
Em nota, as entidades apontaram que coletes à prova de bala estão vencidos e viaturas tem constantes problemas de manutenção. “São inúmeros coletes balísticos vencidos, viaturas sem manutenção adequada que constantemente quebram e muitas vezes precisam ser consertadas com apoio dos próprios policiais e de comerciantes locais, que preferem arcar com pequenos custos de consertos rápidos a deixá-las paradas por longo tempo aguardando a liberação dos recursos públicos”, informa o texto.
Os agentes alegam ainda na nota que não recebem reajuste salarial desde dezembro de 2014. “A proposta para nossas categorias é o pagamento de um ilegal abono de R$ 200 ‘esquecendo-se’ que a reposição do índice inflacionário é obrigação constitucional de todo governante. Abono não é aumento, muito menos reposição inflacionária. Constitucional é que todos os trabalhadores recebam anualmente pelo menos a reposição do índice inflacionário para que não haja o achatamento de seus vencimentos”, diz o texto.
Outro lado
Em nota, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que não deu aval às categorias para a redução do atendimento. Sobre as negociações de reajuste salarial, cabos e soldados já haviam negociado com o governo.
A secretaria relatou ainda que vai entregar à PM novos coletes, armas e viaturas. Também informou que existem licitações abertas para adquirir viaturas e coletes para a PM e a Polícia Civil.
Leia na íntegra a nota divulgada pela Sejusp:
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informa que a decisão de paralisação ou de operações padrão, é de associações de classe e que não tem qualquer aval neste sentido.
As questões salarial e funcional dos cabos e soldados, que representam a maioria do efetivo da Polícia Militar, já foram negociadas entre o Governo do Estado e a Associação de Cabos e Soldados da PM, em assembleia geral e legítima.
Da mesma forma, o Governo do Estado está trabalhando para reestruturar a Polícia Militar, melhorar as condições de trabalho e valorizar os policiais. E, nos próximos dias entrega para a instituição 866 novos coletes balísticos, 230 armas, entre fuzis, metralhadoras e espingardas de grosso calibre, e mais 60 viaturas, entre motos, caminhões guinchos e vans.
Além disso, estão em andamento processos licitatórios para a aquisição de mais 76 viaturas e atas de registros de preços, em fase de homologação, para a aquisição de mais de 5 mil coletes balísticos para a PM e a Polícia Civil.
*Com informações do site Dourados News
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