Em Ladário, principal ponto de referência para o monitoramento do rio Paraguai em Mato Grosso do Sul, a cota está em 2,41 metros. O nível caiu 7 centímetros na última semana e 10 centímetros em 14 dias. Mesmo assim, permanece dentro da faixa considerada normal para o período, entre 1,06 metro e 4,62 metros.
A situação também é de queda em outros pontos da bacia. Em Cáceres, o rio está em 1 metro, enquanto em Porto Murtinho a marca é de 3,14 metros. Nos dois locais, os níveis apresentam tendência de redução.
Apesar da baixa, o cenário atual é considerado mais favorável que o registrado nos últimos anos. Entre janeiro e julho, as chuvas acumuladas ficaram 5% acima da média histórica, considerando o período de 1998 a 2025. Segundo o SGB, esse volume ajudou a sustentar as cotas dos rios.
A previsão, porém, indica que os níveis devem continuar caindo nas próximas duas semanas. Os modelos hidrológicos do SGB apontam uma possível redução de mais 33 centímetros em Ladário. O boletim indica como tendência “a continuidade da descida do rio Paraguai no curto prazo”.
Outro fator de atenção é a previsão de pouca chuva. Conforme os modelos GEFS/NOAA, não há expectativa de precipitações significativas sobre a bacia nos próximos 14 dias. Se o retorno das chuvas atrasar para o fim de setembro ou início de outubro, a recuperação dos níveis poderá ser mais lenta.
Os dados fazem parte do 32º Boletim Semanal de Monitoramento Hidrológico da Bacia do Rio Paraguai de 2026, divulgado pelo SGB nesta quarta-feira (12). O órgão destaca que a bacia entra na estiagem em “condição mais favorável” que nos anos anteriores, mas reforça que o comportamento dos rios dependerá das próximas chuvas e continuará sendo monitorado.
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