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Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul teve chuva irregular e temperaturas acima de 40°C em agosto

Levantamento do Cemtec aponta acumulados de até 119,2 mm e umidade de apenas 9% em algumas regiões do Estado

Elaine Oliveira
Capital News

A. Ramos/Capital News

Neblina

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Mato Grosso do Sul teve um mês de agosto marcado pela irregularidade das chuvas e por extremos de temperatura, segundo o Monitoramento Mensal das Secas divulgado pelo Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul). Enquanto algumas regiões receberam volumes acima da média histórica, outras registraram pouca ou nenhuma chuva.

As menores precipitações foram observadas principalmente nas regiões norte, pantaneira, leste e nordeste do Estado, onde os acumulados ficaram, em geral, entre 0 e 30 milímetros.

Já nas regiões central, sul, sudeste e sudoeste, os volumes foram maiores, variando entre 30 e 90 milímetros. Em alguns pontos, o acumulado chegou a 120 milímetros.

Entre os municípios destacados pelo levantamento, Alcinópolis registrou o menor volume, com apenas 1,2 milímetro. Na outra ponta, Ponta Porã teve o maior acumulado, com 119,2 milímetros durante o mês.

Aral Moreira, Porto Murtinho e Campo Grande também apresentaram pontos de medição com volumes superiores à média histórica.

Na Capital, entretanto, a distribuição das chuvas foi irregular. A estação do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), utilizada como referência para comparação com a série histórica, registrou volume 56% abaixo da média esperada para agosto.

Calor, frio e baixa umidade

O mês também foi marcado por extremos meteorológicos. A maior temperatura registrada em Mato Grosso do Sul foi de 41,1°C, em Pedro Gomes.

Na outra ponta, Iguatemi teve a menor temperatura, com 3,8°C.

A umidade relativa do ar também chegou a níveis críticos. Em Corumbá, o índice caiu para apenas 9%.

As rajadas de vento também chamaram atenção. Em Juti, a velocidade máxima registrada chegou a 99 km/h.

Seca ainda preocupa

Os indicadores utilizados pelo Cemtec mostram que a intensidade da seca variou entre as diferentes regiões do Estado.

O SPI (Índice Padronizado de Precipitação), que considera principalmente os volumes de chuva, apontou redução das condições de seca em determinados períodos, especialmente na região central.

Apesar disso, déficits de precipitação ainda foram identificados no Bolsão e no sul de Mato Grosso do Sul quando considerados períodos mais longos.

O Spei (Índice Padronizado de Precipitação-Evapotranspiração), por sua vez, considera também a evapotranspiração e apontou intensificação das condições de seca no Pantanal em comparação com o mês anterior.

Os dados reforçam o cenário de distribuição desigual das chuvas no Estado, com regiões que receberam volumes significativos enquanto outras permanecem com déficit hídrico e condições de seca.

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