Mato Grosso do Sul registrou cerca de 441 mil descargas atmosféricas entre a noite de segunda-feira (21) e a manhã desta terça-feira (22), durante a passagem de uma nova rodada de instabilidade pelo Estado. Somente em Campo Grande, foram contabilizados 12.021 raios em um intervalo de oito horas, conforme dados da NetClima. O temporal também foi acompanhado por rajadas superiores a 80 km/h em diferentes municípios.
Na Capital, a sequência de raios veio acompanhada de chuva e queda na temperatura após dias de calor intenso. O Instituto Nacional de Meteorologia mantém alerta laranja de tempestade, com previsão de volumes entre 30 e 60 milímetros por hora ou de 50 a 100 milímetros ao longo do dia, além de ventos que podem atingir entre 60 e 100 km/h e possibilidade de granizo. O aviso indica risco de alagamentos, quedas de árvores e interrupções no fornecimento de energia.
A instabilidade também atingiu outras regiões de Mato Grosso do Sul, onde estações meteorológicas registraram ventos acima de 80 km/h. O cenário é provocado pelo avanço de uma frente fria sobre o Estado, favorecendo a formação de nuvens carregadas, descargas elétricas e temporais localizados. A intensidade pode variar de uma cidade para outra, com possibilidade de pancadas fortes em curto intervalo de tempo.
Com o aumento das ocorrências, a orientação é manter distância de postes, cabos rompidos, árvores e estruturas danificadas pelo vento. Em situações envolvendo fios caídos, a recomendação é não tocar nem se aproximar da área, já que a rede pode continuar energizada mesmo quando o fornecimento aparenta estar interrompido. A Defesa Civil também orienta evitar pontos conhecidos por alagamentos enquanto houver chuva intensa.
O tempo deve continuar instável nas próximas horas, mantendo Campo Grande e parte do Estado sob atenção. Em caso de emergência, a Defesa Civil pode ser acionada pelo 199 e o Corpo de Bombeiros pelo 193. A recomendação é acompanhar os avisos oficiais, principalmente porque novas rajadas, descargas elétricas e pancadas intensas ainda podem ocorrer enquanto o sistema de instabilidade permanecer sobre Mato Grosso do Sul.
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