Fotos: Igor Evangelista/MS

FN-SUS será instalada antes da chegada dos principais efeitos do fenômeno climático
Campo Grande foi escolhida pelo governo federal para receber, a partir de novembro, uma unidade da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS). A medida busca reforçar a preparação para possíveis impactos do El Niño e agilizar o atendimento em situações emergenciais. Brasília também terá uma unidade na região Centro-Oeste.
A iniciativa foi anunciada durante uma reunião entre representantes do governo federal, do Estado e dos municípios para discutir ações de enfrentamento aos efeitos climáticos. Segundo a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, a instalação em Mato Grosso do Sul pretende ampliar a capacidade de resposta das equipes locais. “Nós estamos criando no Mato Grosso do Sul para ter pontos melhor distribuídos para agilizar esse atendimento e fazer um processo de educação permanente e estruturação das capacidades locais de pronta resposta, tanto dos estados quanto dos municípios”, afirmou.
Apesar do anúncio, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) informou que ainda não havia sido comunicada oficialmente sobre a chegada da FN-SUS a Campo Grande. O programa pode ser acionado em situações de desastres naturais e outras emergências que exijam reforço especializado na assistência à população. A força foi criada após o desastre provocado por fortes chuvas na Região Serrana do Rio de Janeiro, em 2011, que deixou 918 mortos, cerca de 100 desaparecidos e mais de 35 mil desabrigados.
Em Mato Grosso do Sul, a preocupação também envolve o aumento das temperaturas e o risco de incêndios florestais. O Cemtec-MS já havia previsto uma atuação intensa do El Niño no Estado durante o segundo semestre, com possibilidade de ondas de calor mais frequentes e prolongadas. “As projeções apontam aumento progressivo da probabilidade de ocorrência de El Niño moderado a forte entre a primavera e o início do verão”, informou o órgão.
O governo de Mato Grosso do Sul também decretou estado de emergência ambiental por 180 dias devido ao risco de incêndios nos 79 municípios. A previsão é de maior perigo entre agosto e outubro, principalmente em áreas da Amazônia, Cerrado e Pantanal. Em Cuiabá, o governo federal instalou ainda o Centro de Informação em Saúde e Clima (Cisc), que acompanha os efeitos de eventos climáticos extremos sobre a saúde e ajuda a preparar o SUS para possíveis emergências.
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