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Cotidiano Sábado, 26 de Outubro de 2013, 07:53 - A | A

Sábado, 26 de Outubro de 2013, 07h:53 - A | A

Mais duas propriedades no Estado são invadidas por indígenas

Samira Ayub - Capital News (www.capitalnews.com.br)

Mais duas fazendas foram invadidas por indígenas nesta semana, no município de Japorã, a 477 quilômetros de Campo Grande. A primeira invasão ocorreu na quarta-feira, na fazenda Chaparrau, e a segunda propriedade, a fazenda Brasil foi invadida na noite de quinta-feira (24).

Segundo a Famasul, as duas fazendas foram invadidas por indígenas da etnia Guarani-Kaiowá. Os proprietários acionaram a Polícia Federal que tentou acordo com os indígenas para que saíssem das áreas, mas não concordaram em sair.

Thiago Tormena, filho de Luiz Carlos Tormena, dono da fazenda Chaparrau, informou que os indígenas estavam encapuzados e armados com foices, facões, arcos e flechas. A propriedade tem 256 alqueires e 1400 cabeças de gado. Os proprietários e trabalhadores da fazenda foram expulsos pelos indígenas.

Marco Nielson Oliveira, dono da fazenda Brasil, mora no município de Cascavel (PR) e está a caminho para o Estado.

Com as duas invasões dessa semana somam 73 as propriedades privadas ocupadas pelos indígenas no Estado. Deste total, 15 fazendas foram invadidas após o acordo firmado entre indígenas e produtores rurais em junho deste ano com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de cessar as invasões para que uma solução concreta fosse apresentada pelo Governo Federal.

Na sexta-feira (25) Famasul reuniu um grupo de produtores rurais de Sidrolândia e Dois Irmãos do Buriti para discutir sobre o andamento das avaliações de propriedade na região, a partir da proposta do Governo Federal de comprar as propriedades invadidas para atender as demandas dos indígenas de ampliação de reservas. A reunião teve a presença da secretária de Produção e Turismo (Seprotur), Tereza Cristina Correa da Costa.

Em reunião anterior, em 30 de setembro, os produtores fixaram o prazo de 30 novembro para que seja apresentada pelo Governo Federal proposta de ação concreta para os litígios de terra no Estado. Caso isso não ocorra, serão retomadas as ações e medidas para o cumprimento das decisões judiciais e o setor vai se retirar da mesa de negociação.
 

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