A ministra da Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci de Oliveira esteve na manhã desta quinta-feira (13), em Campo Grande, anunciando a inauguração da primeira Casa da Mulher Brasileira (CMB) para a primeira semana de dezembro com a presença da presidente Dilma Rousseff. Realizando a quarta vistoria técnica, agora já na finalização da construção da Casa, a ministra foi recebida pela vice-governadora, Simone Tebet e pela secretária Municipal de Políticas para as Mulheres, Liz Derzi de Matos, onde fez o anúncio e ratificou o pioneirismo da Capital e o bom trabalho realizado na área de defesa e combate a violência contra as mulheres. A inauguração da CMB acontece no começo de dezembro, onde somente falta ratificar a data certa na agenda da presidenta, apontou a titular da Secretaria Nacional.
“Será mesmo a primeira do Brasil, como havíamos previsto e anunciado na última visita em setembro. É a grande vitória do conjunto de força que trabalham nas Políticas Públicas. Campo Grande confirma que vai ser a pioneira. Começou depois a construção, mas adiantou a obra, ficou na frente e desde a vez que manifestou o desejo de ser a 1ª do país a abrir, vai cumprir e inauguramos nos próximos dias, onde a presidenta Dilma disse que faz questão de estar presente. Agora só dependemos da confirmação do dia da agenda, já solicitamos a liberação de uma data entre os dias 05 e 15 de dezembro. Campo Grande está de parabéns de ter um prefeito participativo. Está é uma benção para os moradores desta Capital”, declarou durante a visita, a ministra Eleonora, ratificando que a obra está adiantada, em fase de acabamentos, onde também elogiou o empenho da administração municipal.
A Casa foi projetada para reunir, num único espaço, todos os serviços destinados para as mulheres em situação de violência e vulnerabilidade social: Delegacia da Mulher, Defensoria Pública, Ministério Público, vara especializada em gênero, posto médico e salas para o atendimento psicossocial e de qualificação profissional. “Este projeto deste governo da presidenta Dilma, pensou na maior humanização possível da causa. A partir de agora, em por todo Brasil, as mulheres vítimas de violência não terão que ir a diversos lugares para serem atendidas, estará tudo concentrado num só lugar”, relembrou Eleonora sobre “A Casa da Mulher Brasileira”, que é um projeto do governo federal, com parceria e vinculo com as prefeituras, e participação do governo estadual, previsto no programa ‘Mulher, Viver sem Violência’, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR).
Para a secretária municipal da Mulher, Liz Derzi, o projeto é a concretização da Rede, que a prefeitura da Capital, também visa no atendimento e apoio as mulheres vítimas de violência. “A Casa da Mulher Brasileira concretiza o Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres, que atua em cinco eixos: garantia de aplicabilidade da Lei Maria da Penha; Ampliação e fortalecimento da rede de serviços para mulheres em situação de violência; Garantia dos direitos sexuais e reprodutivos, enfrentamento à exploração sexual e ao tráfico de mulheres; Garantia da segurança cidadã e acesso à Justiça; Garantia da autonomia das mulheres em situação de violência e ampliação de seus direitos. Por fim, é aquele sonho bom, que está se concretizado”, enfatizou.
Ajuda a combater números altos
Segundo o desembargador Rui Celso Florence, coordenador estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, entre 1° de janeiro até ontem (12 de novembro), 105 mulheres foram vítimas de homicídio. O prefeito Gilmar Olarte, junto a Semmu (Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres) vem garantindo a implementação de ações possíveis para combater este tipo de violência contra a mulher. “Nós já constituímos a Semmu, que vem em três meses desenvolvendo um bom trabalho e alcançou mais de 1000 atendimentos. Iremos avançar ainda mais nessa área e esperamos diminuir todos os índices”, aponta Olarte.
Acompanhou também a visita da ministra Eleonora, a secretaria de Enfrentamento à Violência, Rosangela Rigo, e também a subsecretária Estadual da Mulher, Thay Loshi. Bem como o corpo técnico da obra, com arquitetos e assessores técnicos. As delegadas, titular da Deam (Delegacia da Mulher), Rosely Molina, e, Fanciele Candotti e Marília de Brito Martins, também estavam na comitiva.
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