Com o objetivo de reivindicar o fim de demissões, assédio moral e diversos outros fatores, cerca de 45% dos 230 funcionários da Embrapa de Campo Grande aderiram hoje (20) à uma paralisação.
Segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (Sinpaf), Vanderlei Severino da Silva, a paralisação vai até quarta-feira. “Se a paralisação não tiver nenhum efeito nestes dias vamos decidir se continuaremos ou não”, diz o presidente.
Na tarde de hoje foi realizada uma reunião entre a direção do Sinpaf e a direção da Embrapa, no Ministério da Agricultura, onde foi apresentado para a Embrapa uma contra proposta do Sindicato. “A Embrapa ficou de dar uma resposta até quarta-feira”, informa Vanderlei.
O presidente do Sindicado conta que na ultima reunião realizada entre as empresas a Embrapa apresentou uma proposta que foi rejeitada pelos trabalhadores. “Em função da rejeição fizemos a paralisação”, alega Vanderlei.
A categoria reivindica reajuste salarial com ganho real, fim das demissões e punições sem processo administrativo e fim do assédio moral. “Este é um problema que precisa ser combatido. Não é permitido isso dentro de uma empresa do porte da Embrapa”, diz Vanderlei indignado. A isonomia de benefícios é outro fator a ser reivindicado.
Os funcionários da Embrapa devem manter a paralisação até a empresa dar uma resposta para ser alisada pela classe. A partir do dia 28 deverá ser feita uma paralisação progressiva caso o sindicato não receba uma resposta.
Das 37 unidades da Embrapa distribuídas pelo Brasil, apenas duas não aderiram ao ato de manifestação.
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