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Cotidiano Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008, 12:14 - A | A

Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008, 12h:14 - A | A

Distribuição de cestas grante melhoria de vida para indígenas

Da Redação (JG)

O Governo do Estado melhorou a qualidade de vida nas aldeias indígenas, ao assumir a distribuição de cestas básicas, que antes era controlada pelo Governo do Federal, por meio da Funasa. Pontualidade na entrega e melhor qualidade dos produtos esses foram os principais benefícios com a mudança nessa política assistencial, desde julho deste ano. Mensalmente estão sendo distribuídas 14.077 cestas, beneficiando 109 comunidades. Os alimentos representam investimentomensal de R$ 926 mil.

Cada família recebe uma cesta com 27 quilos, contendo dez itens alimentícios (arroz, feijão, macarrão, sal, óleo de soja, fubá, charque, leite em pó, açúcar cristal e farinha de mandioca). Os produtos foram escolhidos com base nos costumes e hábitos alimentares dos índios. Em cada cesta e cada produto embalado existe um comunicado alertando que é proibida a venda comercial. Qualquer irregularidade deve ser denunciada por meio do telefone 3314-4860 (na central distribuição de cestas).

Os alimentos são distribuídos na última semana de cada mês. A empresa que venceu a licitação é encarregada da compra, embalagem e distribuição. Algumas regiões demandam maior estrutura para a entrega. É o caso da aldeia dos Guatós, em Corumbá. Os funcionários percorrem cerca de 4 horas de barco no Pantanal para entregar os alimentos às 44 famílias beneficiadas.

Os índios passaram por um recadastramento realizado pela Secretaria de Estado de Trabalho, Assistência Social e Economia Solidária (Setass). Nos próximos meses, será elaborado relatório com base nos dados coletados, traçando perfil sócio-econômico das famílias. Esse levantamento dará condições do Estado de realizar programas sociais que busquem garantir melhores condições de vida nas aldeias mais carentes.

A preocupação do Governo do Estado é garantir total transparência no processo de distribuição de cestas básicas, evitando qualquer tipo de fraude. Na semana passada, o governador André Puccinelli, esteve pessoalmente acompanhando a entrega. "Quando assumi, falei para minha equipe que tínhamos que andar pelo Estado para conhecer as necessidades dos índios", lembrou o governador. Quando acompanhou a entrega nas aldeias de Dourados, André destacou sua preocupação com a educação das crianças. "Estamos entregando as cestas, mas peço em troca o comprometimento das famílias para que coloquem suas crianças nas escolas", enfatizou André.

Inclusão social

Além da distribuição de alimentos, o Governo do Estado desenvolve o projeto Aldeia Produtiva e programa Bolsa Universitária Indígena, garantindo a inclusão social das famílias indígenas de Mato Grosso doSul. O governador informou que no início de 2009, serão determinadas as áreas, os tipos de culturas, e as datas para o plantio. O Estado garante apoio técnico, distribuição de sementes, máquinas, óleo diesel. De acordo com o programa, as aldeias contarão com 68 patrulhas mecanizadas, compostas por um trator, uma carreta, uma tombadeira e grade.

Já com relação ao Bolsa Universitária Indígena, o governador AndréPuccineli informou que para o próximo ano serão abertas 120 novas vagas. Esse ano, o programa atendeu 100 acadêmicos.

Criado em 2005 e reformulado ano passado pelo Governo do Estado, o Bolsa Universidade Indígena tem como objetivo criar oportunidades para melhorar a formação acadêmica e conhecimento para ser aplicado efetivamente no fortalecimento das culturas e comunidades indígenas.

Os bolsistas recebem apoio financeiro mensal de R$ 346,00. Eles conciliam os estudos nas unidades da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul com programas de estágios de doze horas semanais voltados exclusivamente para o desenvolvimento social. Com esse programa, professores, médicos, enfermeiros, engenheiros, advogados, psicólogos, entre outros profissionais, são transformados em potenciais gestores de cursos de alfabetização, ações sociais e projetos de saúde pública nas aldeias.

São beneficiados indígenas matriculadas em qualquer curso mantido pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul cujas famílias possuam renda per capita de até um salário mínimo. O Bolsa Universitária Indígena foi o primeiro programa social que teve sua continuidade garantida pelo governador André Puccinelli no início do 2007.

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