A manifestação que recebeu o nome de “Dia do Algemaço” será realizada na manhã desta sexta-feira (7), em todo o Brasil. O protesto é uma reivindicação de agentes federais que reclamam sobre congelamento salarial, condições de trabalho e desvalorização profissional.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais Federais de Mato Grosso do Sul (Sinpef/MS), Jorge Luiz Caldas, a manifestação conta com o apoio da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef).
O ato, segundo Caldas, é um protesto direto contra o Governo Federal. “Será o primeiro ato simbólico na porta da superintendência. Dia de pendurar as chuteiras é um protesto contra o boicote do Governo Federal que tem tratado com grande descaso os agentes federais, escrivãs e papiloscopistas”, explicou.
A manifestação foi decidida em Assembleia Geral Extraordinária, realizada na tarde da última quarta-feira (5). Agentes federais de todos o país vão se reunir amanhã em frente as Superintendências Regionais do Departamento de Polícia Federal, a partir das 9 horas.
Além desta manifestação o presidente do sindicato ressalta que outras paralisações estão previstas para os próximos meses. “Amanhã iremos divulgar o calendário de manifestações. A primeira paralisação de 247 horas está prevista para o próximo dia 11 e caso as reivindicações não sejam atendidos, faremos outras paralisação que podem deflagrar uma greve”, alertou.
Embora o presidente do sindicato, não descarte a possibilidade de greve, Caldas ressalta que a manifestação não deve prejudicar a população. “Não queremos causar prejuízos, mas esperamos que o Governo Federal, Ministério da Justiça e Ministério de Planejamento, Orçamento e Gestão, atendam as justas reivindicações”, justificou.
Caldas aproveitou para citar três casos que para eles denotam a falta de compromisso por parte do Governo Federal. “As delegacias de Corumbá, Naviraí e Ponta Porã, não possuem infraestrutura adequada e mesmo com terreno disponível para a construção de novas delegacias, o Governo não disponibiliza os recursos para as obras”, lembrou.
O ato público tem previsão de uma hora e após este período, os manifestantes devem retornar às atividades.
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