Divulgação / Governo de MS
O governador Reinaldo Azambuja sancionou a lei Lei 5.082 em que institui a gauvira como o fruto símbolo de Mato Grosso do Sul
O projeto Resgatando Plantas do Cerrado promove o resgate cultural das riquezas sul-mato-grossenses, fomenta o conhecimento e desperta o interesse pela área científica e biológica entre crianças e adolescentes.
A Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), em parceria com a EM Professora Oneida Ramos, realiza o projeto com estudantes do 5º ao 8º ano do ensino fundamental.
O projeto de autoria da bióloga e professora de Ciências, Helena Martins, surgiu devido a uma carência de conhecimento das crianças em relação aos frutos típicos do cerrado brasileiro. “Tudo começou quando vi que eles não conheciam nada sobre a guavira. O pequi eles até conheciam, mas a guavira não. Tomei conhecimento dos estudos da pesquisadora Ana Ajalla e fui buscar auxílio”, lembrou.
A ideia deu tão certo que desde 2016 a professora e a pesquisadora estão nesse processo colaborativo. Implantaram na escola uma pequena área de plantio com mudas doadas pela Agraer.
Entre as gerações mais velhas o fruto é tão conhecido e guarda tanta memória afetiva que o governador Reinaldo Azambuja sancionou, no dia 8 de novembro de 2017, a lei Lei 5.082 em que institui o fruto como símbolo de Mato Grosso do Sul.
A guavira tem 20 vezes mais vitamina C do que a laranja, e minerais como o magnésio, excelentes para a digestão. Também contém fósforo e cálcio, que ajudam a fortificar os dentes e ossos, e o potássio.
Centro de Pesquisa
Os alunos também visitaram a base experimental do Centro de Pesquisa e Capacitação da Agraer (Cepaer), com o propósito de ver de perto o que, há um ano, era desconhecido os estudantes
Os trabalhos no âmbito da pesquisa da Cepaer foram apresentados. O diretor-presidente da Agraer, André Nogueira, explica que promover a troca de conhecimento de uma forma prática e lúdica chama atenção das crianças para a área científica.
No Cepaer, o experimento coordenado pela pesquisadora, Ana Cristina Ajalla, estimula a preservação da guavira, que vem sendo aproveitada somente por meio do extrativismo. “Para que o fruto não entre em extinção é importante que a guavira saia da condição de extrativismo e passe a ser produzida comercialmente”, avaliou.
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