Campo Grande 00:00:00 Terça-feira, 11 de Agosto de 2026


Cotidiano Sexta-feira, 21 de Dezembro de 2018, 16:37 - A | A

Sexta-feira, 21 de Dezembro de 2018, 16h:37 - A | A

PROVIDÊNCIAS

CNJ tenta barrar lei que manda pagar R$ 7,2 mil de auxílio-transporte a juízes de MS

Lei foi aprovada pela Assembleia Legislativa nesta semana

Laura Holsback
Capital News

 

Divulgação

tribunal de justiça

 

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) tenta barrar lei aprovada na quarta-feira (19) pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul que pede o pagamento de R$ 7,2 mil em auxílio-transporte aos juízes do Estado. Foi determinado nesta sexta-feira (21) que seja instaurado um procedimento de providências com o objetivo de impedir o pagamento. 

 

Segundo divulgado pela Agência Brasil, por ordem do presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Dias Toffoli, o secretário-geral do órgão, Carlos Vieira Von Adamek, determinou a autuação do procedimento de providências e encaminhou o caso ao corregedor-nacional de Justiça, Humberto Martins.

 

O procedimento foi autuado após iniciativa dos conselheiros Henrique Ávila e Maria Tereza Uille Gomes, que encaminharam ofício solicitando “providência imediata” do CNJ para “resguardar a moralidade” e barrar a efetiva criação e o pagamento do benefício pelo Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul.

 

Ainda de acordo com as informações, os conselheiros argumentaram que para haver o pagamento de qualquer verba indenizatória ou remuneratória é preciso autorização prévia do CNJ, conforme prevê a Lei Orgânica da Magistratura (Loman). A lei que criou o benefício ainda não foi sancionada pelo governador do MS, Reinaldo Azambuja.

 

O CNJ regulamentou um novo auxílio-moradia de até R$ 4,3 mil aos magistrados brasileiros, mas estabeleceu diversos critérios para sua concessão, em última sessão feita nesta semana.

 

Segundo o órgão, apenas 1% dos juízes deve fazer jus ao recebimento do benefício, que, por ordem do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), deixará de ser pago a todos os magistrados, indiscriminadamente, como vinha ocorrendo desde 2014 por força de uma liminar (decisão provisória) do próprio Fux.

• • • • • 

• Junte-se à comunidade Capital News!
Acompanhe também nas redes sociais e receba as principais notícias do MS onde estiver.

• • • • • 

• Participe do jornalismo cidadão do Capital News!
Pelo Reportar News, você pode enviar sugestões, fotos, vídeos e reclamações que ajudem a melhorar nossa cidade e nosso estado. 

 

Comente esta notícia


Reportagem Especial LEIA MAIS