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Cotidiano Quarta-feira, 08 de Agosto de 2018, 17:31 - A | A

Quarta-feira, 08 de Agosto de 2018, 17h:31 - A | A

Gado

Bovinos brasileiros terão embriões “in vitro” exportados para a Índia

A autorização do serviço veterinário só foi possível pelo fato de que os rebanhos brasileiros tem credibilidade da certificação veterinária e boas condições sanitárias.

Fernanda Mara
Capital News

Divulgação/Assessoria

Brasil segue líder na produção de embriões bovinos e MS se destaca no setor

 

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) comunicou nesta semana que o Brasil vai exportar embriões bovinos “in vitro” para a Índia, os mesmos serão armazenados em paletas ou ampolas contendo em cada unidade embriões de uma única origem (fêmea), conservados em nitrogênio líquido e exportados por vias aéreas.

Segundo o diretor do Departamento de Saúde Animal, Guilherme Marques a autorização do serviço veterinário só foi possível pelo fato de que os rebanhos brasileiros tem credibilidade da certificação veterinária e boas condições sanitárias. 

 

Este feito se concretizou durante a 84ª Expozebu em Uberaba (MG), onde nove países participaram das rodadas de negociações para a importação do material genético e animais de reprodução do Brasil. A exportação dos embriões “in vitro” vem sendo estudada e assinado o protocolo sanitário desde agosto de 2016 com diferentes países.

 

A Índia é o país que surgiu o gado zebu e desde então foram os maiores fornecedores de material genético zebuíno ao Brasil, mas, com o melhoramento genético realizado nos gados zebuínos brasileiros fez com que os resultados tivessem muitos ganhos na produtividade, o que se tornou atraente para os produtores indianos.

 

Atualmente produtores brasileiros podem exportar os embriões ao Paraguai, Bolívia, Uruguai, Argentina, Colômbia e o Equador.

 

 

A produção in vitro de embriões (PIVE) é uma ferramenta utilizada para aumentar a produtividade, por possibilitar a multiplicação rápida e o aumento do número de descendentes oriundos de animais melhoradores de plantéis. Inicialmente, essa técnica era aplicada no Brasil apenas para fins de pesquisa, mas, na última década, passou a ser utilizada em larga escala para a multiplicação comercial, tornando o país o maior produtor mundial e de referência no uso de PIVE em bovinos.

 

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