Após reunião os representantes do comércio varejista de Campo Grande, com os secretários estaduais Sérgio Murilo Nascimento Mota (Governo e Gestão Estratégica) e Geraldo Resende (Saúde) e o prefeito, Marquinhos Trad (PSD), decidiu que o comércio ficará fechado por mais uma semana.
O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Adelaido Vila, e a presidente da federação do setor varejista (FCDL), Inês Santiago, argumentaram que todas as medidas de biossegurança são seguidas pelo segmento, como distanciamento social, limitação de entrada de pessoas, uso de máscaras e higienização preventiva e adequada.
Geraldo explicou que a administração estadual continuará seguindo os protocolos e tomando as decisões de acordo com a situação epidemiológica indicada pelo comitê Prosseguir. “As medidas são discutidas com todos os secretários dentro do Prosseguir. Nós não vamos ter diferenciação entre municípios com igual situação epidemiológica, independente do tamanho da cidade. A média de óbitos em Mato Grosso do Sul passou de 50 por dia. E a taxa de contágio subiu para 1,07. Nós nunca culpamos o comércio, mas o momento é de ter paciência para preservar vidas”.
Sergio Murilo disse entender e considerar naturais as manifestações contrárias. “É um processo democrático. Não nos sentimos hostilizados. O decreto criou uma demanda, mas o momento exige medidas duras”, declarou. Já o prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad, afirmou que ainda vai conversar sobre o assunto com o governador Reinaldo Azambuja (PSDB).
Carreata
Nesta quinta-feira (25) uma carreata contra as decisões de restrições do Governador e Prefeito, comerciantes e empresários em manifestação estão reunidos, em frente ao Yotedy, no Parque das Nações Indígenas.Os manifestantes realizaram uma oração pelas vítimas da Covid-19, os manifestantes devem entregar uma solicitação ao prefeito da Capital.
Primeira reunião
Durante reunião realizada nesta quinta-feira (25), entre o secretário estadual de Governo, Sérgio Murilo e o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Adelaido Luiz Spinosa Vila, o Governo do Estado anunciou que abrirá uma “agenda positiva” para discutir com lojistas e comerciantes medidas de restituição das perdas e prejuízos ocasionados pela restrição de atividades em decorrência da pandemia da Covid-19.
Restrição:
Atividades e funcionamento de serviços e empreendimentos em todo o Estado estão proibidos até 4 de abril, salvo algumas exceções. E mesmo as atividades autorizadas deverão seguir regras, incluindo horário de funcionamento. A circulação de pessoas e veículos está proibida das 20 às 5 horas, de segunda a sexta-feira; e das 16 às 5 horas, aos sábados e domingos. Nesse horário podem operar apenas alguns serviços essenciais, como fornecimento de alimentos e medicamentos por delivery.
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