O gerente de uma empresa de segurança e dois funcionários teve sua prisão preventiva na quarta-feira (23) pela participação na morte do ex-soldado do Exército, Idenilson da Silva Barros, de 20 anos, durante show da dupla Munhoz e Mariano, no dia 19 de maio, no Jockey Clube. Segundo o laudo necroscópico, Idenilson foi espancado e atropelado.
Segundo Cláudio Martins, o gerente Ronaldo Solis e os seguranças José Alberto de Souza Viana, que trabalha com transporte de valores, e Carlos Roberto Madureira Curk, que trabalha diretamente para a empresa de segurança, foram ouvidos desde o início das investigações e negaram contato com a vítima ou que retiraram o rapaz do camarote.Entretanto, depoimentos de testemunhas contrariam a versão dos envolvidos.
“Algumas pessoas se comoveram com o trabalho da polícia e da imprensa, e se apresentaram para narrar o que presenciaram no camarote. Entre eles, um engenheiro e advogado, que não tem nenhum vínculo com a empresa, e duas mulheres que também não têm nenhum vínculo”, disse o delegado. Segundo ele, essas pessoas afirmaram que por volta das 3h50 viram Ronaldo, acompanhado de Carlos Roberto, José Alberto e mais outros dois seguranças, que ainda não foram identificados, retirando Idenilson do camarote.
Segundo o depoimento das testemunhas, não houve agressão no momento da abordagem. O delegado explicou que o depoimento confere com a versão dos amigos que acompanhavam Idenilson no show.
A vítima foi encontrada por volta das 4h10 em uma área restrita, espancado, com sinais de atropelamento e agonizando. Para o delegado, houve uma simulação de atropelamento para disfarçar o crime.
“Ficou comprovado pelos laudos que a vítima foi espancada e um suposto atropelamento”, afirmou Martins. “Ele foi retirado do recinto, estava caminhando normalmente, ingeriu bebida alcoólica, mas não estava embriagado a ponto de cair ou desmaiar naquela área”, observou o delegado. “Eu acredito que mediante o espancamento, eles pensaram que o rapaz já estava morto, e para tentar esconder isso, simularam o atropelamento, passaram com o veículo por cima do rapaz, o que veio a ser a causa da morte de Idenilson”, afirmou Cláudio Martins.
Segundo o delegado, os três homens negam a participação, e irão continuar à disposição da Justiça. O inquérito irá prosseguir para apurar a participação dos outros dois seguranças. Todos irão responder por homicídio qualificado cuja pena mínima é de 12 anos.
Para o pai da vítima, a prisão preventiva dos autores representa um alívio. Isnaldo Pereira Barros, de 45 anos, disse na manhã desta quinta-feira (24) que se sente mais aliviado em ver que a justiça foi feita.
Ele contou que alguns amigos de Idenilson, que estavam com ele no show, afirmaram que o rapaz esbarrou em um homem quando entrou no camarote, mas que não houve nenhum tumulto ou briga. “Meu filho era muito tranquilo, nunca se envolveu com drogas, com nada, e ele tinha pavor de confusão”, disse Isnaldo.
Para a família restou saudade. “Nós temos sentimento de saudade, mas não temos mágoa, rancor, ou sentimento de vingança. A dívida que eles fizeram foi com Deus e terão que pedir perdão para Deus”, encerrou Isnaldo.
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