Faltando menos de dois meses para o começo do período considerado um problema entre os produtores rurais, a seca, algumas alternativas passam a ser indispensáveis para engordar o gado, já que muitas vezes o pasto é prejudicado por falta de chuva e conseqüentemente o animal perde peso. Uma delas é o Confinamento ou Semi- Confinamento.
Para entender melhor como esses dos sistemas funcionam, o Capital News conversou em Campo Grande, com o zootecnista e especialista em nutrição de ruminantes, Marcos Baruselli, que leva informações adequadas, através de palestras, para os produtores rurais de todo o estado.
Já no início da conversa, Baruselli, explica qual a diferença entre o Semi-Confinamento e Confinamento. “Quando o gado está cercado em um quadrado onde há pastos nutritivos, então ele está “semi – confinado”, pois o pasto está lá para ele comer quando ter vontade, agora quando se trata de confinamento, o gado é cercado e alimentado pelo próprio homem, através de rações e em horários específicos, normalmente três vezes ao dia”
Se tratando de confinamento, hoje existe mais de uma opção nutritiva para o homem alimentar o gado, através de rações consideradas: volumoso e concentrado.
O volumoso é desenvolvida através de forrageiras e cilagem, e o concentrado é produzido através de milho, farelo de soja, resido ou a torta do algodão. Segundo Baruselli, a opção concentrado é o mais utilizado entre os produtores rurais atualmente.
Outra questão importante, se tratando de confinamento é o cuidado que o animal deve ter em relação ao espaço adequado, normalmente cada animal deve ter o espaço de 14 metros dentro do cercado. “ É como se fosse um direito dele, isso faz parte do programa “Bem Estar Animal”, assim o gado não passa estresse, fica mais confortável e se alimenta normalmente” – comentou Baruselli.
No ano passado, 370 produtores rurais de Mato Grosso do Sul trabalharam com o sistema de confinamento. Já em 2012 pode haver um aumento de 15%, pois esse sistema vem chamando atenção por engordar o gado em 90 dias no máximo, bem diferente do convencional que leva em torno de um ano.
“Hoje o produtor entendeu que este sistema só veio para ajudá-lo, e que o custo de investimento não passa de R$ 70,00 por cada gado” – conta o zootecnista.

Zootecnista e especialista em nutrição de ruminantes, Marcos Baruselli
Foto: Deurico/Capital News
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