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Robô hospitalar: conheça o aparelho que é capaz de limpar e desinfectar lixos hospitalares

Por Alice Bachiega

Da coluna Tecnologia
Artigo de responsabilidade do autor

Dispositivo utiliza sistema de ventilação e componentes químicos para realizar a desintoxicação

iStock

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Um robô desenvolvido para limpar e desinfectar lixos hospitalares tem chamado a atenção nos últimos meses. Chamado de “Jaci”, o aparelho foi desenvolvido por brasileiros e utiliza luz ultravioleta para reduzir a propagação de agentes infecciosos.

Criado a partir da pandemia de Covid-19, o robô pode ser usado de forma autônoma ou controlada. Apenas um deles conta com essa versão autônoma, e está localizado em São Paulo, já o outro está no Rio Grande do Sul. O nome do dispositivo foi inspirado na mitologia Tupi-guarani, que significa Deusa da Lua.  

Segundo o Ministério da Saúde, as infecções hospitalares são um problema multifatorial que exige uma série de ações que devem ser organizadas nos serviços de saúde. As instituições adotam medidas de prevenção, como higienização das mãos e desinfecção com álcool, porém ainda não são suficientes.

Estima-se que, no Brasil, a taxa de infecção hospitalar é causada por 14% das internações, ou seja, é uma taxa expressiva. Esse aparelho tem o objetivo de diminuir esse quadro e deixar os atendimentos hospitalares mais seguros e com menos riscos à saúde dos pacientes.

O primeiro protótipo do Jaci foi desenvolvido em julho de 2020, e está operando até os dias de hoje no Grupo Hospitalar Conceição. A última versão foi concluída em outubro do ano passado. Segundo o CEO da empresa desenvolvedora, Miguel Serrano, o equipamento contou com ajuda da empresa INSTOR Projetos e Robótica e apoio do grupo Phi Robotics Research Lab, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).


Como funciona o robô?
O Jaci utiliza tecnologia de desinfecção sem toque a partir de lâmpadas ultravioleta (UV-C) e um sistema de ventilação forçada. O sistema gera uma névoa ionizada que ajuda a combater a contaminação dos ambientes de qualquer tipo de vírus, como Covid, bactérias, entre outras. Para otimizar o uso do robô e manter as contas de energia em uma escala sustentável, é possível que os hospitais optem por sistemas mais baratos de fornecimento de luz, como a Endesa.

Ele permite verificar se alguma região não foi totalmente desinfectada e marca pontos de interesse em que não foi possível chegar perto. No final do processo de desinfecção, o robô cria um relatório com todo o mapa do ambiente, níveis de UVC e pontos onde foi usada a névoa ozonizada.

De acordo com Miguel Serrano, o desenvolvimento do protótipo foi feito em tempo recorde para atender a demanda da pandemia. Em menos de um ano, o aparelho conseguiu ser 100% autônomo, após período de testes e estudos.

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