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Princípios da psicologia influenciam na decisão dos consumidores

Por Alice Bachiega

Da coluna Tecnologia
Artigo de responsabilidade do autor

Entender como o usuário pensa e sente é o caminho para um UX de sucesso

iStock

ColunaTecnologia

O tempo é relativo e depende do referencial, já dizia Einstein. Dez segundos é o tempo que um usuário decide se fica ou sai de um site ou aplicativo. Passa em um piscar de olhos, mas no universo da internet é uma imensidão. Em apenas cinco segundos, 540 mil visualizações de vídeos são feitas no YouTube e meio milhão de pesquisas no Google. O que interfere na decisão do consumidor? O que capta a sua atenção e gera engajamento?

Estudo realizado pela Universidade de Harvard revelou que 95% das nossas decisões são inconscientes. Nesse contexto, entender o comportamento é essencial para um UX (experiência do usuário) de sucesso. A interface amigável, a arquitetura da informação, a usabilidade, as cores… Tudo afeta nas escolhas do consumidor e determina se ele vai se interessar ou não pelo conteúdo. Os princípios, que são abordados na faculdade de psicologia, podem ser aplicados em várias áreas profissionais, como designer estratégico e UX designer. Eles contribuem na compreensão do ser humano e são aliados na projeção de técnicas que melhoram a experiência do usuário. Confira alguns princípios que afetam o UX e entenda melhor esses conceitos.

1 - Lei de Jacob
A lei aborda os reflexos condicionados. O usuário espera que um site funcione de maneira semelhante aos outros que costuma utilizar. Um site é mais intuitivo se seu funcionamento e sua arquitetura forem semelhantes aos demais. A inovação na interface não deve ser tão disruptiva, ao ponto da expectativa do usuário não ser atendida. É como se, de repente, o sinal verde do semáforo passasse a significar “pare”. Isso geraria uma grande confusão, já que estamos condicionados a seguir.

2 - Efeito da posição serial
O termo cunhado pelo psicólogo Hermann Ebbinghaus, psicólogo alemão pioneiro na pesquisa em memória, descreve como a posição de um item em uma sequência interfere na recordação. As pessoas tendem a se lembrar mais do primeiro e do último elemento. O que isso tem a ver com o layout de um site ou aplicativo? Coloque as informações mais importantes no começo e no final da página. No meio, deixe os elementos que exigem menos interação do usuário.

3 - Efeito da usabilidade estética
O usuário correlaciona usabilidade com estética, e se o layout for agradável, cria uma resposta positiva no cérebro. A pessoa tende a minimizar pequenos erros de usabilidade e interface, o que não significa tolerância para erros maiores. A Apple ilustra bem esse efeito: os produtos têm uma estética vanguardista, sofisticada, e os consumidores têm mais tolerância a pequenas falhas.

4 - Lei de Hick-Hyman
A interface precisa ser fácil e simples de usar. Quanto mais opções, mais demora na tomada de decisão, que pode resultar em desistência. Um cadastro de coleta de informações, por exemplo, para ficar mais leve e fluído, pode ser dividido em etapas, como forma de tornar a experiência mais agradável.

5 - Regra do Peak-End
As pessoas estão mais suscetíveis a lembrar os momentos mais intensos e finais de uma experiência. Se o usuário tiver alguma contrariedade no site, esse momento vai gerar um pico emocional, que ficará gravado na memória. Pense como pode finalizar melhor a jornada do usuário, evite pop-ups e mensagens do tipo “não vá embora” ou “finalize sua compra”.

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