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Isolamento social pode aumentar queda de cabelo?

Por Aline Reis

Da coluna Moda e Beleza
Artigo de responsabilidade do autor

Pessoas têm relatado nas redes sociais que os fios estão caindo em maiores quantidades durante a quarentena

Divulgação

ColunaModaEBeleza

Durante a escovação no banho, os fios aparecem mais vezes no pente e o ralo fica cheio. Ao acordar, é possível notar eles no travesseiro. Quando a mão é passada ao longo dos cabelos, fios e mais fios saem entre os dedos. No isolamento social, a percepção sobre a queda de cabelo aumentou.


"Atualmente, por causa da pandemia, as queixas por queda de cabelos aumentaram três vezes mais do que o habitual”, diz Ana Carina Junqueira, médica especializada em tricologia clínica e pesquisa.


Nesse sentido, há duas explicações principais para esse aumento da queda. A primeira alertada pelos especialistas é de que o aumento da queda nada mais é do que uma atenção mais alta aos acontecimentos durante a quarentena. Isso porque, com mais tempo em casa, as limpezas no local são mais frequentes e, assim, é possível ver muito cabelo espalhado pelo chão, roupas e lençóis.


Normalmente, caem em torno de 100 fios de cabelo todos os dias. A quantidade pode até parecer muito quando isolada, entretanto, temos cerca de 100 mil folículos no couro cabeludo. Nesse cenário, a queda é considerada normal e parte das fases do cabelo.


A segunda explicação é que o isolamento social pode, de fato, aumentar a queda de cabelo. Entre os fatores que colaboram para o fenômeno estão problemas emocionais, como o estresse e a ansiedade, alteração de tireoide, aumento da resistência à insulina e distúrbios nutricionais.


Deste modo, uma pessoa que não esteja se alimentando bem e apresenta quadros de anemia e esteja tratando uma doença com o apoio de corticoides pode apresentar maiores níveis de queda de cabelo. Do mesmo jeito que quem está passando por fases mais ansiosas e depressivas também estará mais sujeito ao aumento da perda de fios.


Para entender como esses fatores influenciam no cabelo, também é importante saber quais são as etapas de nascimento, crescimento e queda dos fios. "São três fases distintas, que são fisiológicas e normais do crescimento e do desenvolvimento do cabelo. A fase que se chama anágena, que é a fase de crescimento, dura de dois a cinco anos. Cerca de 85% dos fios estão nessa fase, por isso o cabelo cresce mais do que cai ou estabiliza", explica a dermatologista Juliana Neiva.


"A outra frase é a em que o cabelo está se degradando, mas está estabilizado, ou seja, ele não cai, mas também não cresce, e essa fase é chamada de catágena, que dura de duas a quatro semanas. E a gente tem uma terceira fase, de expulsão do fio, em que ele cai – ela dura mais ou menos três meses. Essas são as fases de um cabelo normal", explica.

Como saber se é uma queda normal ou não?
A característica mais comum do eflúvio telógeno – queda maior do que o normal ao dia – é que o fio que cai vai ficando menor, mais fino e menos encorpado do que o normal. Também é comum notar maiores quantidades no travesseiro ao acordar, no pente ao pentear e no chão durante uma limpeza.

Como prevenir?
Manter uma alimentação equilibrada, com alimentos que contenham ferro, vitamina B5, zinco, cálcio e cobre, é muito importante. Em alguns casos, como a da vitamina D, é possível complementar os níveis do nutriente com a suplementação.


Além da alimentação, é importante evitar dormir com o cabelo molhado, deixá-lo solto em alguns momentos do dia – ou o dia inteiro – e, mesmo durante a quarentena, lavá-lo na mesma frequência anterior ou em períodos mais curtos. Entretanto, não se deve espaçar ainda mais os dias de lavagem enquanto se está em casa.

 

 

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