Izaias Medeiros/Câmara de CG
Pedra responsabilizou prefeito por tumulto na Câmara em entrevista à FM Cidade
O vereador Paulo Pedra (PDT), em entrevista aos jornalistas Cadu Bortoloti e Carmen Cestari do programa Noticidade da FM Cidade 97, acusou o prefeito Gilmar Olarte pelo tumulto na primeira sessão do semestre da Câmara ontem por mandar "assessores fantasmas" e "guardas municipais à paisana" para contrapor o protesto dos professores em greve que usaram cafezinhos em alusão à Operação Lava Jato. A entrevista não agradou o prefeito que, depois do programa, telefonou à jornalista Carmen Cestari, que é assessora da Secretaria da Mulher, para reclamar.
Conversei hoje com a Carmen, que confirmou o telefonema. "O prefeito foi enfático em manifestar o descontentamento com a postura do programa em relação à entrevista do Pedra", explicou a jornalista. "Disse que nós, enquanto apresentadores, teríamos concordado com o Paulo Pedra. Mas não concordamos nem discordamos. O espaço na rádio é aberto. Convidei o prefeito para se manifestar, mas ele se negou. Disse que iria conversar com o Ulysses Serra Neto (diretor do grupo MS Record). Ele não foi grosseiro comigo. Afirmou, inclusive, que telefonou em respeito a mim. Acho que fez isso no calor do momento ao ter acabado de ouvir as críticas do Paulo Pedra", acrescentou Carmen.
'SEM CLIMA'
Na entrevista, questionado se a Câmara vai abrir uma CPI sobre as revelações da "Lama Asfáltica", Pedra disse que o caso exibe evidências do tipo "batom na cueca", mas explicou que "não há clima" para abrir uma CPI já que a oposição tem apenas seis vereadores e seriam necessários pelo menos dez para aprovar uma comissão de inquérito. O vereador também previu um segundo semestre difícil para o Legislativo Municipal, "porque tem um Executivo muito fraco e a Câmara é a caixa de ressonância". Ouça a íntegra da entrevista clicando no ícone do áudio acima.
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