Para tentar reduzir a fila de espera por cirurgias e exames pelo Sistema Único de Saúde (SUS) que chega a durar três anos em Campo Grande, a prefeitura anunciou ontem um mutirão de saúde com previsão de quase 25 mil atendimentos e investimento de R$ 60 milhões. A expectativa é realizar 8,4 mil cirurgias, principalmente ortopédicas — maior demanda da rede —, além de procedimentos gerais, vasculares, bariátricos, urológicos, oftalmológicos, pediátricos e oncológicos. O programa também prevê exames especializados, como ressonância magnética, mamografia, colonoscopia e endoscopia, para acelerar diagnósticos e evitar atrasos nos tratamentos. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), pacientes já começaram a ser chamados pelo sistema de regulação. A prefeitura admite, porém, que o mutirão não deve zerar a fila, agravada ainda pela necessidade de refazer exames pré-operatórios vencidos após longas esperas. Os hospitais credenciados também ficarão responsáveis pelo acompanhamento pós-operatório dos pacientes.
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