O deputado João Henrique Catan (Novo) protocolou nesta quarta-feira representação no Ministério Público estadual contra a direção da Caixa de Assistência dos Servidores de Mato Grosso do Sul (Cassems), questionando o reajuste da contribuição de cônjuges de servidores estaduais, que teria saltado de R$ 35 para cerca de R$ 450 mensais, além do fim do teto de desconto em folha. Na sessão desta terça-feira da Assembleia Legislativa (Alems), Catan voltou a disparar críticas contra a gestão da entidade e chamou o presidente da Cassems, Ricardo Ayache, de “Vorcaro do Pantanal”, comparando-o ao dono do Master, Daniel Vorcaro.
Na representação enviada ao procurador-geral de Justiça, Romão Avila Milhan Junior, João Henrique pede investigação sobre a legalidade do reajuste, a atuação da presidência e dos conselhos da entidade, além da suspensão imediata dos novos descontos. Catan afirma que o aumento, de cerca de 1.200%, representa uma “pancada financeira” para milhares de famílias e alerta para reflexos no SUS, caso beneficiários desistam do plano. O deputado, que já fez outras denúncias sobre a gestão da Cassems, também cobra mais transparência e debate com os servidores sobre mudanças no custeio do plano.
DEPUTADOS VERSUS AYACHE – Embora Catan tenha puxado os discursos contra a falta de transparência da gestão de recursos pela administração de Ayache, que se perpetua na direção da entidade que gere o plano de saúde dos servidores estaduais, hoje vários deputados se manifestaram na sessão da Assembleia contra as medidas da Cassems em desfavor dos servidores públicos, dentre eles Pedro Kemp, Zeca e Gleice Jane (todos do PT), Lídio Lopes (Avante), Lia Nogueira e Paulo Duarte (ambos do PSDB). Paulo Duarte, inclusive, apresentou requerimento na Alems cobrando esclarecimentos detalhados da Cassems sobre a proposta de aumento da contribuição de cônjuges de R$ 35 para R$ 450.
LEIA A COLUNA DE HOJE CLICANDO AQUI EM MARCO EUSÉBIO IN BLOG
• • • • •

