O governo Lula repudiou a decisão anunciada ontem pelos Estados Unidos de impor tarifas de 25% sobre produtos brasileiros a partir de 22 de julho e anunciou que acionará imediatamente a Lei da Reciprocidade, além de recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC). Em nota, o Planalto afirmou que o Brasil não reconhece a legitimidade da investigação americana, por considerar que ela não tem amparo nas regras multilaterais de comércio, classificando o dia 15 de julho de 2026 como um "marco lastimável" nas relações entre os dois países.
O governo também atribuiu à família do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) parte da responsabilidade pelo impasse, afirmando que integrantes do clã atuaram junto ao governo de Donald Trump para prejudicar o Brasil por interesses eleitorais. “É triste constatar que o lamentável desfecho das investigações baseadas na Seção 301 faz parte do enredo construído com a ativa colaboração da família Bolsonaro. São falsos patriotas que arquitetaram e defenderam publicamente ações contra o nosso país, movidos por objetivos eleitoreiros”, disse o governo. A nota ainda defende a soberania nacional e afirma que "não se pode amar o Brasil apenas quando vencemos eleições".
Apesar do novo tarifaço, os Estados Unidos divulgaram uma extensa lista de produtos isentos, entre eles petróleo, café, carne bovina, aeronaves e celulose. O governo Trump justifica a medida alegando que o Brasil adota práticas que restringem o comércio com os EUA, citando o Pix, o mercado de etanol, o desmatamento ilegal e a pirataria. (Com O Globo e AgênciaBrasil)
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