Depois de tomar conhecimento do teor da denúncia que levou seu nome a entrar na lista de Fachin (leia abaixo), o deputado federal Zeca do PT enviou ao Blog há pouco, via WhatsApp, nova nota sobre o assunto hoje.
Leia a íntegra:
"Tomei conhecimento agora há pouco do inteiro teor da denúncia contra minha pessoa acatada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Diz a denúncia que o delator do Grupo Odebrecht se refere a um pagamento de R$ 400 mil para minha campanha a Governador em 2006. Em seguida diz o mesmo delator, que tendo ocorrido minha desistência da candidatura naquela eleição, o referido valor foi repassado ao Senador Delcídio, candidato do PT ao Governo, com o qual mantinha detalhadas reuniões, segundo o mesmo delator.
Ocorre aí um erro enorme. Fui eleito governador em 1998 e reeleito em 2002. Portanto em 2006 estava impedido de ser candidato a governador e não disputei nenhum cargo naquela eleição.
Apoiei o nosso candidato, mas não tive nenhuma outra responsabilidade, seja de captação, seja de prestação de contas junto a Justiça Eleitoral. Esperando ter esclarecido a opinião pública, peço reparação da injustiça cometida nesta denúncia.
Deputado Federal Zeca do PT"
• • • • •
Lista de Fachin tem dois deputados de MS
Dois dos oito deputados federais de Mato Grosso do Sul, Zeca do PT e seu sobrinho Vander Loubet (PT), estão na lista de nomes alvo de abertura de inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), baseada em delações dos 78 ex-executivos da Odebrecht, determinada pelo relator da Lava Jato na Corte, o ministro Edson Fachin. Na relação divulgada hoje pelo site do jornal O Estado de S.Paulo, constam 29 senadores e 42 deputados federais, dentre os 108 alvos dos 83 inquéritos que a Procuradoria-Geral da República (PGR) encaminhou ao Supremo, todos com foro privilegiado no STF.
Os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Romero Jucá (RR), presidentes nacionais do PSDB e do PMDB, respectivamente, são os políticos com o maior número de inquéritos a serem abertos: cinco, cada. O senador Renan Calheiros (PMDB-AL), ex-presidente do Senado, vem em seguida, com quatro. Os ex-presidentes Lula e Dilma não aparecem na lista porque não possuem mais foro especial. Também serão investigados um ministro do Tribunal de Contas da União, três governadores e 24 outros políticos e autoridades que, embora não tenham foro no tribunal, estão relacionadas aos fatos narrados pelos colaboradores. Veja a lista completa aqui no blog do Fausto Macedo no Estadão.
• • • • •
Citado na lista de Fachin, Zeca do PT afirma em nota que está “surpreso”, mas “tranquilo”
Em nota à imprensa, o deputado federal Zeca do PT afirma ter ficado "surpreso com a citação do seu nome" na lista de inquéritos abertos pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo, para apurar irregularidades delatadas por ex-executivos do grupo Odebrecht divulgada hoje pelo Estadão de S.Paulo (leia acima). "O deputado afirma que nunca recebeu doação da empresa citada e que nunca teve relação alguma, pessoal ou política com o grupo Odebrecht", diz a nota, acrescentando que Zeca "ressalta, que esteve afastado da política desde seu último mandato de governador, que foi encerrado 2006, sendo candidato ao governo novamente em 2010 e em 2012, quando se tornou vereador de Campo Grande, depois sendo eleito deputado federal em 2014". "Desde já, o deputado afirma que está com sua consciência tranquila, e aguardará a citação oficial do Supremo Tribunal Federal para se informar sobre o processo", conclui a nota.
Leia a coluna de hoje clicando aqui em Marco Eusébio in Blog
LEIA A COLUNA DE HOJE CLICANDO AQUI EM MARCO EUSÉBIO IN BLOG
• • • • •



