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A importância do patrimônio histórico para a formação da identidade

Por Luisa Pereira

Da coluna Cultura
Artigo de responsabilidade do autor

A restauração diz muito do que se foi, mas também do que será

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ColunaCultura

O cassino da Moldávia Slanic, Bacau

O Brasil, como dizem, não é para iniciantes. Igrejas, hospitais, ruas, becos, vielas, paredes, casas e ruínas contam a história de um lugar que já foi palco de muita luta e resistência.  Quem não faltou às aulas de história sabe que cada cantinho dessa imensidão tem um enredo para contar e que com o passar dos anos algumas dessas vivências foram perdidas, ruíram, pegaram fogo, foram depredadas e etc. Quem vê nosso passado se esvair diante dos olhos entende a importância da preservação e restauração do patrimônio histórico.

Basta olhar em volta das cidades brasileiras, para perceber patrimônios históricos em ruínas e também desaparecidos, graças a uma mentalidade de muitos governantes, de que reconstruir é melhor do que reformar. Isso acontece porque reformar é um trabalho primoroso, realizado por pessoas especializadas, que buscam reproduzir o máximo possível a versão original. O processo é de fato muito trabalhoso, mas mantém viva a história do local, que poderá ser compartilhada com muitas outras gerações.

Patrimônio e identidade
Quando a criança cresce, ela quer ver fotos da sua infância, como eram seus pais e avós na juventude, saber do que gostavam e como viviam. Essas informações são fundamentais para a formação da identidade do indivíduo. O patrimônio histórico de uma cidade ou país cumpre a mesma função: contar à sociedade sobre seus ancestrais, o que faziam, do que gostavam. Formar a identidade dessas pessoas, por meio da visita ao passado.

A restauração de um patrimônio histórico diz muito do que se foi, mas também do que será. Pois é pela história que se pode entender quem é aquela sociedade, seus anseios e valores. O nome disso é riqueza cultural, que é resgatada através da restauração e preservação de monumentos, por exemplo.

Um respiro no passado
No final do ano passado, foi noticiado em rede nacional a conclusão da obra de um museu dedicado à música, na capital baiana: a Cidade da Música. As obras para restaurar o Casarão dos Azulejos Azuis, uma construção da década de 1850, localizado próximo aos pontos turísticos Mercado Modelo e Elevador Lacerda, duraram mais de três anos e resgataram o prédio que estava em escombros. O resultado da restauração ficou impecável e devolveu à Salvador uma página do seu passado, que pode ser revivido apenas com a vista daquele imponente casarão. Todo o trabalho para reproduzir os azulejos utilizados na época, foi válido, pois devolveu ao país uma página da sua história que já estava quase se perdendo em ruínas.

Quem deseja conhecer nosso passado em cidades históricas como Salvador, Olinda, São Luís, Paraty e Ouro Preto, por exemplo, deve se preparar para a caminhada, colocar uma roupa leve, um sapato confortável, como o tênis vans masculino, também não esquecer do filtro solar e da hidratação. O Brasil é riquíssimo de história e essa herança é toda nossa.

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