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Em tempos de Covid, diagnósticos e tratamento de hepatite C avançam

Por Pérola Cattini

Da coluna Bem-Estar
Artigo de responsabilidade do autor

Doença mata mais de um milhão de pessoas por ano, segundo OMS

iStock

ColunaBem-Estar

De fato, no último ano, a Covid-19 ganhou maior destaque em frente a outras enfermidades, devido ao grande número de mortes provocadas pelo vírus Sars-Cov-2. No entanto, outra infecção esteve nos holofotes diante do anúncio do Prêmio Nobel de Medicina: a hepatite C.

Em 2020, os cientistas que descobriram o vírus que ataca o fígado receberam o prêmio. Com mais de 180 milhões de pessoas infectadas no mundo hoje, a hepatite C é um problema de saúde pública, sendo a principal causa de cirrose e transplante de fígado. Apesar de ser extremamente grave, a doença ainda não tem vacina.

O vírus da hepatite C usa, principalmente, o sangue para invadir o corpo humano. Isso pode acontecer pela transfusão de material contaminado, compartilhamento de seringas e outros instrumentos cortantes e em relações sexuais. Raramente, também há transmissão da mãe ao bebê no parto.

Uma vez na corrente sanguínea, o vírus VHC se dirige às células do fígado. Dentro do órgão, ele se apodera das células e se multiplica. Ao identificar a presença do vírus, o próprio organismo se defende, liberando substâncias antivirais e desatando um processo inflamatório. Mas, normalmente, essa reação imunológica não consegue conter a inflamação.

Embora o fígado seja um dos órgãos mais resistentes do corpo, quando os sinais da hepatite crônica aparecem, como fadiga, inchaço abdominal e pele amarelada, significa que a inflamação já está muito avançada. A doença mata mais de um milhão de pessoas por ano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Objetivo global para erradicação
Apesar da urgência da Covid-19, o avanço contra a hepatite C acontece progressivamente. Amplamente discutida em cursos de farmácia, medicina, biomedicina, enfermagem e outras áreas médicas, a doença ainda está longe de ser eliminada, embora exista este objetivo global até 2030.

A OMS informou que mais de 120 países já adotaram a Estratégia Nacional Contra a Hepatite Viral para combater a doença. Um dos pontos da estratégia é a redução de preços no tratamento e o aumento da realização de testes.

A OMS já registra mais de 325 milhões de pessoas com os tipos B e C de hepatite. Ambos matam, pelo menos, 1,3 milhão de pessoas por ano no mundo, especialmente em países menos desenvolvidos. O diagnóstico precoce é uma das causas no avanço da luta contra a doença.

O diagnóstico
Buscar informações e se submeter a exames pode ajudar a identificar a enfermidade. Por isso, é recomendado investigar se há hepatitie C se a pessoa possui mais de 40 anos de idade, se convive com diabetes, se apresenta outras doenças no fígado, nos rins ou no sangue, se faz hemodiálise, se tem HIV e faz tratamento, se fez transfusão de sangue ou transplante de órgão até 1992, se usou drogas injetáveis, se fez tatuagens em ambientes não regulamentados, se tem parceiro(a) com hepatite C, se tem histórico de abuso de álcool ou se é profissional do sexo.

Mesmo sem existir uma vacina contra o vírus VHC, o Ministério da Saúde mensura que, entre janeiro de 2019 e setembro de 2020, mais de 130 mil pessoas se recuperaram da hepatite C com novos antivirais no Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a pasta, neste período, foram distribuídos 61.439 tratamentos para a doença.

 

 

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