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Saúde Segunda-feira, 18 de Janeiro de 2010, 11:57 - A | A

Segunda-feira, 18 de Janeiro de 2010, 11h:57 - A | A

MS tem início de surto de dengue

Da Redação - (ME) - (www.capitalnews.com.br)

A Secretaria de Saúde do Estado do Mato Grosso do Sul (SED) está em alerta devido ao aumento da incidência dos casos de dengue no estado. De acordo com os dados divulgados, o número de notificações em 2009 cresceu cerca de 250% em relação a 2008. Em 2009, foram registrados 20.273 casos, mais da metade no primeiro semestre. Nas primeiras duas semanas de janeiro, a secretaria já registrou 2 mil incidências.

O município que apresentou maior incidência de casos foi Pedro Gomes com 6.269 casos por 100 mil/habitantes, seguido de Bodoquena, com 5.521, Guia Lopes da Laguna (4.276), Jardim (3.057), Ladário (2.714), Porto Murtinho (2.196), Nioaque (2.019), Rio Brilhante (1.282), Anastácio (1.184) e Aquidauana (715). Todos se encontram em situação de risco.

Outros municípios, especialmente das regiões oeste e sul do estado, também apresentaram surtos da doença, com taxas em torno de 578 casos por 100 mil habitantes. Até o momento, os municípios de Alcinópolis, Brasilândia, Caracol, Japorã, Jateí, Novo Horizonte do Sul, Paranhos e Selvíria não notificaram casos da doença.

Segundo o diretor da Agência de Vigilância em Saúde, Eugênio de Barros, a maioria dos casos notificados em 2008 foi descartada, pois os exames laboratoriais deram negativos. Isso fez com que a população não tomasse as medidas preventivas e que os casos aumentassem novamente.

“Em 2008 foi um ano tranquilo. Em 2009, somando a epidemia do início do ano e essa que apareceu em dezembro, deu mais de 20 mil casos. Perto de 75 mil (de 2007) ainda é pouco, mas a gente não quer que suba, chegue a 50 mil", disse Barros. "Então a hora de reverter é agora. As ações estão em campo, nós estamos no maior envolvimento, com os três níveis de governo trabalhando para segurar essa epidemia.”

Segundo ele, a secretaria faz o acompanhamento semanal das ocorrências para saber em que cidades estão mais concentradas os casos e quais bairro têm apresentado aumento. Ele alerta a população quanto ao acúmulo de água em pneus, latas de lixo, vasos de plantas, garrafas, e outros locais que contribuem para a multiplicação do mosquito Aedes aegypt.

“O governo não pode deixar alguém em cada quintal desse país o ano inteiro. Fazemos a visita a cada dois meses e orientamos a população. Então nesse intervalo cada um é responsável pela sua casa, pelo seu quintal”, afirma o diretor. (Fonte: Agência Brasil)

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