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Saúde Segunda-feira, 31 de Agosto de 2009, 08:59 - A | A

Segunda-feira, 31 de Agosto de 2009, 08h:59 - A | A

Prédios abandonados podem \"trazer\" dengue de volta à Capital e preocupa Secretaria de Saúde

Marcelo Eduardo - Redação Capital News (www.capitalnews.com.br)

O secretário municipal de Saúde Luiz Henrique Mandetta afirma que a maior preocupação neste período de chuvas e com o possível “retorno” da dengue. “O verão ficaria mais complicado por conta de locais que não estão sendo cuidados pelos donos”, disse, durante evento de inauguração de obras no posto de saúde 26 de Agosto (rua Rui Barbosa), na sexta-feira, 28 – local onde, exatamente em frente, há um desses empreendimentos “abandonados”.

“Pelo menos catorze prédios estão aí deixados pelas empreiteiras que atuavam aqui”, disse o secretário.

Além de entulhos e pichações, o prédio, da construtora Degrau, serve de abrigo para insetos e animais transmissores de doenças como pombos e morcegos.

“A Prefeitura faz constante trabalho para pulverizar esses prédios durante o período de chuvas”, disse Mandetta.

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Prédio que fica em frente a posto de saúde serve de abrigo a pombos e morcegos e local de pichações
Montagem Deurico/Capital News

Mais prédios abandonados

Localizado na rua Padre João Crippa, no bairro Nova Esplanada (região do São Francisco), também serve de abrigo para os mosquitos.

O futuro estabelecimento está somente nos alicerces, mas muitas poças d’água podem ser vistas quando chove. O "futuro prédio", fica ao lado do edifício Tocantins. Uma moradora, que preferiu não ser identifcada, procurou a nossa equipe e se diz "preocupada" com a situação precária do terreno vizinho. "Aqui acumula água. Passa poucos dias e já evapora, mas é suficiente para dar preocupação. Até pensei que a obra seria retomada porque vieram aqui e ergueram um muro, mas, ficou do mesmo jeito", diz..

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Latas de tinta deixadas na obra também são foco de dengue
  Foto: Deurico/Capital News

Além da alvenaria inacabada, há muitas latas de tinta no local, que também podem acumular água. Lixo orgânico no local também pode trazer, outro risco, a leishmaniose, ocasionada pelo mosquito flebotobo, que é atraído por frutas podres, por exemplo.

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Terreno abandonado serve de proliferação de mosquitos
  Foto: Deurico/Capital News

Na região, mais seis agentes comunitários especializados no combate ao mosquito da dengue foram contratados há poucos meses.

Em uma situação diferente dos anos anteriores, em 2009, os meses de junho e julho apresentaram grande número de casos, segundo Mandetta, que, no entanto, não especificou quantidade. Este período, conforme o secretário, possui menos casos, já que costuma ser seco, mas, como a população percebeu, atipicamente, o inverno deste ano foi bastante chuvoso.

"Achamos muitos focos. Os locais abandonados são os piores", diz a agente Ariele Santos.

Por: Marcelo Eduardo - (www.capitalnews.com.br)

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