O comandante da Polícia Militar, coronel Carlos Alberto David dos Santos, disse hoje ao Capital News que não há nada de errado no fato da Policia Militar ter atendido a ocorrência que resultou na morte do policial Sandro Alves Morel, 36 anos, no último domingo (8) em Dourados.
O coronel explica que o acionamento da ocorrência foi feito pela guarda municipal por meio do 190 e os PM’s foram mandados para o local pelo Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), que segundo ele é a porta de entrada dos serviços que são oferecidos pela segurança pública, não só para a Polícia Militar, mas para bombeiros e Polícia Civil.
“Não vejo estranheza nenhuma neste caso. Eles estavam de serviço e a informação que surgiu dizendo que os policiais militares estariam agindo a revelia do comando da PM não procede. Aproveito até para refutar esta informação, pois não deviam ter dito tal coisa, sem conhecimento” criticou Davi.
O coronel defende que os policiais estavam cumprindo uma determinação da segurança pública. “Não importa quem vai atender. Foi acionada pelo 190 e a população quer um resposta para isso”. Questionado sobre a defesa do policial, que teria declarado que o PM não se identificou como tal, o coronel lembra que não é o que foi dito pela guarda municipal: “Não é o que diz o depoimento da guarda municipal, que é a única testemunha do fato, que estava dentro do apartamento, junto com o PM e o policial federal. Ela declarou que o policial militar se identificou como tal”, concluiu.
O Caso
O policial federal Leonardo de Lima Pacheco, 35 anos, é acusado de matar Sandro e ferir José Pereira de Souza, 29 anos. Segundo a Polícia, Leonardo teria iniciado uma conversa com uma mulher pelo MSN, sem saber que a mesma era guarda municipal. Durante a conversa, o policial federal propôs manter relação com a guarda em troca de droga. A guarda municipal entrou em contato com a Polícia Militar (PM) e relatou o caso.
A guarda municipal, acompanhada por Sandro e José, foi até a casa do policial federal, que os atendeu normalmente. Entretanto, quando Sandro falou do que se tratava, Leonardo afastou e efetuou seis disparos a queima roupa contra o policial militar, que morreu no local. Após ouvir os disparos, José entrou no local e efetuou um disparo contra o policial federal, que foi atingido na barriga. Porém, o mesmo ainda conseguiu ferir José na perna.
O corpo de Sandro Morel foi sepultado na segunda-feira (9) no cemitério Santo Antônio de Pádua, em Dourados.
Por Wendell Reis - Capital News (www.capitalnews.com.br)
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