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Cotidiano Segunda-feira, 12 de Julho de 2010, 10:24 - A | A

Segunda-feira, 12 de Julho de 2010, 10h:24 - A | A

Presidente de junta diz que só há indicativo de greve, pois não existe motivo para paralisação na Santa Casa

Marcelo Eduardo - Capital News

O presidente da junta interventora da Santa Casa de Campo Grande afirma que há somente indicativo de greve por parte dos técnicos e auxiliares do setor de Enfermagem e não greve. Para Jorge Martins – que assumiu a posição no dia 2, no lugar de Pedro Chaves –, os pagamentos estão sendo feitos corretamente.

“Há uma ameaça de greve. Eles reivindicaram ‘15% de aumento’. Estamos analisando e, quando for possível dar uma resposta, daremos. O que é direito é direito. O que é dever é dever. Estamos cumprindo. Eles pediram aumento de 15%. Mas, o aumento tem que ser de acordo com o índice inflacionário. Temos que analisar qual o impacto para o hospital. Se conceder [aumento] para uma categoria, tem que se conceder para outras. Vamos colocar tudo na mesa. Mas, o que existe é uma ameaça de greve dos técnicos e auxiliares de enfermagem e não dos enfermeiros”, diz Jorge Martins ao Capital News.

Ele continua afirmando que precisa de tempo para analisar os pedidos e reclama que não existem motivos para paralisação. “Estou há seis dias úteis [no cargo]. Preciso de um tempo para dar uma resposta negativa ou positiva. O que é de direito é de direito [repete]. Ninguém aqui tem direito de entrar em greve. Quando se entra em greve? Quando o direito de receber é negado. Mas, até o momento, nenhum direito foi negado.”

Jorge relembra o pedido que fez à imprensa ao assumir. “Conclamei para não falar mal da Santa Casa. Que não peguem uma ameaça de greve como greve.”

Sindicato reafirma que categoria está em greve

Segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Área de Enfermagem do Estado de Mato Grosso do Sul (Siems), Helena Delgado, 30% do efetivo do setor (composto por cerca de 900 funcionários) continua o atendimento normal, sendo que, na área de alta complexidade, continua em sua totalidade.

“Estamos amparados pela lei federal 7783, que garante greve. É uma greve e a administração, o Ministério Público do Estado e a Superintendência Regional do Trabalho estão cientes, já foram notificados”, expõem Helena Delgado. Segundo Helena, a documentação informando que a categoria entraria em greve foi enviada na quinta-feira (8) para a Superintendência Regional do Trabalho, Ministério Público do Trabalho e Ministério Público do Estado, além da própria junta.

Hoje, as remunerações desta categoria variam de R$ 540 a R$ 800. A categoria quer aumento de 15%.(modificado ás 10:39 para acréscimo de informação)


Por: Marcelo Eduardo – (www.capitalnews.com.br)
 

 

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