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Tecnologia Terça-feira, 30 de Dezembro de 2008, 12:27 - A | A

Terça-feira, 30 de Dezembro de 2008, 12h:27 - A | A

Acadêmico de MS fabrica móveis com papelão

Da redação (LM)

Incentivado por questões ligadas à sustenbilidade, o acadêmico do 8º semestre do curso de Arquitetura e Urbanismo da Anhanguera/Uniderp, Denis Lopes da Silva, adotou como idéia para o desenvolvimento do seu trabalho de conclusão de curso a confecção de móveis a partir do reaproveitamento de peças de papelão.

"Quando discutimos desenvolvimento sustentável percebemos que muito se fala e pouco se faz. Como profissional, eu tenho a responsabilidade de mostrar para as pessoas que a arquitetura não trabalha apenas com casas e edifícios, mas também planeja peças que facilite no e auxilie no dia-a-dia. Por isso achei interessante fazer um produto que chamasse a atenção da sociedade e que fosse útil às pessoas de baixa renda", falou o graduando sobre a escolha do tema.

As pesquisas foram iniciadas há aproximadamente um ano e os móveis foram montados em dois dias. Apesar de a base para o trabalho do acadêmico se mostrar muito frágil, uma das idéias de Silva foi desmistificar esse conceito, mostrando que a aplicação do papelão pode ser viável na fabricação de móveis, se administrada corretamente.

"Inicialmente, eu mesmo duvidava que meu projeto desse certo, pois, a maior dificuldade que encontrei, por eu ter escolhido trabalhar com peças cilíndricas, foi a união dessas peças. Assim, eu tive que desenvolver uma estrutura para os cilindros de papelão descansarem sobre ele, e por meio de pesquisas em livros e sites, encontrei a solução que tinha a ver com a base do meu trabalho. Porém, o que encontrei era de cunho artesanal, e a minha proposta era a de desenvolver um produto para produção em série e que pudesse mobiliar casas das famílias de baixa renda", contou Silva.

Na produção de uma poltrona, um sofá e uma mesa de centro, produzidos pelo acadêmico para demonstração, foram utilizados placas de fibra de madeira de média densidade - MDF, tubos de papelão de tamanhos diferentes, feitos de papel craft, geralmente produzido a partir de papel reciclado, parafusos e cola.

"Eu ganhei os cilindros de papelão e tive apenas o custo da compra do MDF. Para desenvolver as três peças, gastei em média R$100,00. Se os móveis fossem produzidos em massa, o valor certamente cairia muito. Exemplo disso é a dificuldade em produzir a colméia onde descansam os tubos, e as tampinhas para o acabamento e proteção do móvel, como as que utilizei na mesa de centro, e no caso de uma industrialização, além de já encontrarmos as peças prontas para montagem, a produção em série faria o custo cair consideravelmente", explicou.

Reproduzindo o ambiente de uma sala, o graduando levou em consideração a desvantagem do uso dos móveis produzidos a partir da técnica, em áreas molhadas, devido à baixa resistência do papelão que é mais frágil que a madeira e o metal, que também são sensíveis à água.

O próximo passo de Silva é testar a resistência dos materiais em laboratório, já com o objetivo de usar as informações do seu trabalho para desenvolver um projeto de mestrado. Ele também pretende avançar e seus estudos para a confecção de outros móveis. (Assessoria)

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