A venda do álcool líquido pode ser proibida em Campo Grande. Conforme o Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul, as crianças são as que mais sofrem com acidentes vinculados a este tipo de mercadoria. No caso de queimaduras nelas, provocadas pelo uso desastroso do produto, é muito pior porque o corpo é pequeno e neste caso as feridas podem atingir de 60 % a 70% do seu corpo.
Foi realizada uma audiência pública sobre o tema na Casa, no plenário Edroim Revertido. A audiência foi proposta pelo presidente Paulo Siufi (PMDB) e o 1º secretário João Rocha (PSDB).
Siufi defendeu a conscientização das pessoas. “É necessário tomar atitudes enérgicas para evitar a ocorrência de vítimas por queimaduras com a má utilização de álcool.”
Ele afirmou que a Câmara não medirá esforços para que a comercialização do produto seja proibida. “Vamos fazer uma lei municipal proibindo a comercialização do álcool liquido, que é competência dos vereadores.”
Para o vereador Flávio César (PTdoB) a população quando entender sobre os reais riscos do produto, também defenderá sua não comercialização indiscriminada. “Nosso papel [vereadores], como representantes do povo, é buscar segurança e qualidade de vida para os cidadãos campo-grandenses.”
Na audiência pública estiveram: o diretor administrativo do Sindicato dos Médicos, João Batista Botelho de Medeiros; o especialista em Regulamentação e Vigilância Sanitária da Gerência Geral de Saneantes, da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária); o diretor-presidente do Hospital Regional, Ronaldo Perches; e a enfermeira responsável pelo setor de queimaduras da Santa Casa de Campo Grande, Maria Aparecida Amaral.
Estiveram presentes também os vereadores Professora Rose (PSDB), Paulo Pedra (PDT) e Herculano Borges (PSC).
Por: Marcelo Eduardo – (www.capitalnews.com.br)
