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Saúde Sexta-feira, 05 de Julho de 2013, 09:11 - A | A

Sexta-feira, 05 de Julho de 2013, 09h:11 - A | A

Omissão da direção da UFMS direcionaram sucateamento da oncologia do HU, aponta CPI

Ítalo Milhomem - Capital News (www.capitalnews.com.br)

Após mais de cinco horas de acareações e depoimentos na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, entre a reitora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Célia Maria, o ex-diretor do Hospital Universitária (HU), José Carlos Dorsa e a física médica Regina Borges Prestes César, os membros da CPI concluíram que o descaso e a omissão da administração da UFMS contribuíram para sucateamento do setor oncologia do HU. A sessão da CPI foi realizada ontem (4) no plenário da Câmara de Vereadores da Capital.

Os três depoentes acareados mantiveram seus depoimentos e reafirmaram a troca de acusações. Célia e Dorsa pareciam um pouco nervosos, já Regina estava mais descontraída. Célia se manteve com respostas superficiais e apontava que o vice-reitor João Ricardo Tognini era o responsável por cuidar das questões relacionadas ao HU. Dorsa respondia aos questionamentos dos membros da CPI, com histórias longas e complexas, as vezes fugindo das perguntas, como sobre os desvios em obras do hospital.

De acordo com o presidente da CPI, vereador Flávio Cesar (PTdoB) houve “um direcionamento dos administradores do hospital para inviabilização da oncologia do HU para atender interesses de empresas privadas”.

Para o presidente, a CPI terá um novo momento com a chegada do inquérito da Polícia Federal e das escutas telefônicas que chegaram na última quarta-feira (3) e agora poderão ser confrontadas com os depoimentos das 13 audiências realizadas pela comissão de inquérito. Ainda serão ouvidos o ex-direto do Hospital do Câncer, Adalberto Siufi e o vice-reitor da UFMS, João Ricardo Tognini.

O vereador Cazuza (PP) afirmou que “as informações que chegam a cada momento confirmam que o sucateamento da oncologia do HU foi direcionado, e que só não sumiram com a bomba cobalto, que é responsável pelo tratamento contra o câncer porque daria muito na cara, e agora colocam a culpa na falta pessoal para fechar o setor”.

Outro membro da CPI, vereador Coringa (PSD) afirmou que reitora Célia e o ex-diretor do HU, José Carlos Dorsa seriam inocentados caso seja comprovada a inocência dos mesmos, porém se houver alguma participação direta no fechamento da oncologia da UFMS, eles seriam punidos exemplarmente, se não pela Justiça dos homens, pela divina. “A magnifica reitora não pode ser blindada, ela tem que saber o que seus subordinados fazem", completou Coringa.

O vereador Alex do PT pediu a quebra do sigilo telefônicos da reitora e do ex-diretor do HU para aprofundar as investigações. Na acareação, Célia falou que mantém apenas um relacionamento profissional com Dorsa, pois os dois eram docentes da UFMS há alguns anos, trabalharam juntos em projetos na Pró-reitoria de Pesquisa e que sua indicação para direção do HU foi de responsabilidade do vice-reitor, João Ricardo Tognini.

O final da acareação, Dorsa agradeceu a oportunidade de se defender das acusações que tem sofrido na imprensa e nas redes sociais. Já Célia afirmou que trabalhará arduamente para reativar a ala de oncologia, se empenhará para contratação de novos rádios terapeutas, que se demitiram recentemente, inviabilizando o tratamento no HU/UFMS e que agora atuam somente na Neorad, empresa do médico Adalberto Siufi. A física médica, Regina Borges Prestes César fez suas considerações finais pedindo que os trabalhos da CPI resultem na reabertura da radioterapia do Hospital Universitário.

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